Os vereadores de Sarandi (7 quilômetros de Maringá) deveriam se reunir ontem à noite para votar o veto do prefeito Júlio Bifon (PSDB) a um projeto que prevê a suspensão da privatização do sistema de abastecimento de água do município. O prefeito entregou o veto à Câmara anteontem no final da tarde. Representantes de diversas associações de bairros também marcaram para ontem à noite, uma mobilização em frente à Câmara para pressionar os vereadores a derrubar o veto do prefeito.
De acordo com o vereador José Aparecido da Silva (PT), a maioria dos vereadores deveria votar contra o veto do prefeito. O projeto de lei vetado pelo prefeito foi elaborado por sete vereadores de oposição, e prevê a revogação da lei promulgada em maio do ano passado, que autoriza o município a privatizar a Companhia de Água de Sarandi.
Conforme Silva, os vereadores marcaram a sessão extraordinária para ontem para que a lei seja promulgada e divulgada até quarta-feira, dia previsto para a abertura de propostas das empresas interessadas em comprar a companhia. ‘‘O prefeito já abriu licitação e a abertura das propostas será feita na quarta-feira. Por isso precisamos que a lei que revoga a privatização seja divulgada antes desta data’’, explicou.
O projeto de lei que revoga a privatização da Companhia de Água foi aprovado em primeira e segunda discussões por oito votos contra sete. A aprovação só foi possível porque três vereadores que haviam votado pela privatização do sistema no ano passado voltaram atrás. Na ocasião da aprovação da privatização, centenas de moradores lotaram a Câmara numa tentativa de impedir a votação do projeto. Houve muita confusão e os manifestantes foram retirados do plenário por policiais militares.

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