População ignora exame para prevenção da surdez
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quarta-feira, 10 de dezembro de 1997
Fhabyo Matesick 
Especial para a Folha
Marcelo AlmeidaIvone: Eu não estava ouvindo direito, mas não sabia do problemaCerca de 40 alunos do curso de Fonoaudiologia da Universidade Tuiuti do Paraná conduziram gratuitamente ontem, durante todo o dia, na Rua da Cidadania da Matriz, exames preventivos da surdez. A atividade fez parte das comemorações do Dia do Fonoaudiólogo (9 de dezembro) e incluiu esclarecimentos sobre a prevenção da deficiência.
Os testes acusaram problemas de frequência auditiva em cerca de 70% dos examinados.Esta alta incidência de problemas deve-se à idade avançada da maioria dos examinados. Muitos deles nunca fizeram um exame como este, relata Mônica Siqueira.
A dona de casa Ivone Chocair Habib, 67 anos, nunca tinha feito exame de audição e seu relatório indicou irregularidade na maioria das frequências testadas. Eu não estava ouvindo direito, mas não sabia desses problemas, comentou dona Ivone. Segundo Angela Ribas, o teste apontou normalidade apenas em frequências muito graves ou muito agudas.
Coordenados pelas professoras Angela Ribas Guimarães e Mônica Pellini de Siqueira, os estudantes utilizaram duas salas para atender a população, detectando problemas de perda ou alteração da capacidade de audição. As pessoas foram orientadas sobre onde procurar os serviços e profissionais necessários para um tratamento ou consulta futura.
Esta é a segunda vez que os estudantes de Fonoaudiologia da Tuiuti atendem o público nas ruas. Nos dias 10, 11 e 12 de novembro, eles haviam participado da Campanha Nacional Contra a Surdez. Para a estudante do terceiro ano Bianca Marques, 21 anos, a campanha é importante para a população e para o próprio curso. É muito importante a gente atender à população para sentir como será a realidade depois do curso. Além disso, muita gente não sabe o que um fonoaudiólogo faz, disse Bianca. Além dos exames de triagem auditiva, os estudantes distribuíram panfletos para as mães, para que aprendam a detectar nas crianças problemas como dislalia e atraso na fala.


