Apesar da crescente divulgação sobre as consequências da captura de animais silvestres e de sua manutenção em cativeiro, essa prática ilegal ainda é comum na região. De acordo com o sargento da Força Verde, Paulo Queiroz Aguilar, somente em fevereiro foram apreendidos 50 pássaros silvestres em situação irregular. ''São principalmente papagaios, sabiás e trinca-ferros, vindos do Mato Grosso.''
Segundo Aguilar, a principal alegação de proprietários é de que sabiam da situação irregular, mas continuavam com o pássaro, pois ele teria sido deixado pelos pais ou avós. ''Alguns dizem que não sabiam, mas a grande maioria ainda acredita que não vai cair na fiscalização.''
Para que interessados em adquirir um pássaro silvestre evitem futuras ''dores de cabeça'', o sargento recomenda que a pessoa procure um criadouro cadastrado junto ao Ibama. ''Quando o pássaro está em situação regular, geralmente tem um anelzinho preso ao pé'', complementa. ''Nesta caso, quando o proprietário for abordado pela Polícia Ambiental, os agentes vão verificar o número do registro no Ibama'', explica.
Aguilar acrescenta que, apesar do alto número de apreensões, a população está mais consciente. ''Elas querem conhecer qual o procedimento adequado para ter um animal silvestre.''
A multa para criação de pássaros silvestres irregulares é de R$ 500 por cada animal encontrado. Filhotes de animais silvestres que estejam na lista de extinção, mas cuja matriz filial foi cadastrada no Ibama antes de sua entrada na lista, podem ser comercializados normalmente.
Já os animais exóticos não precisam estar cadastrados como os silvestres. No entanto, o Ibama também mantêm controle desses animais.
''É importante salientar que quando você compra um animal ilegal está contribuindo para a depredação da natureza e para o tráfico de animais, que está relacionado diretamente a outras organizações criminosas'', afirma o médico veterinário Marcos Shiozawa. (F.C.)

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