População espera por Unidade de Saúde
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
Há dois meses a população do Jardim Novo Amparo e de seis bairros adjacentes espera a entrega da nova Unidade Básica de Saúde (UBS) da região Norte de Londrina. O prédio de 498 metros quadrados foi construído a cerca de 500 metros do atual, que funciona num imóvel cedido pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O secretário municipal de Saúde Silvio Fernandes não soube explicar o atraso na inauguração. ''Deve ter ocorrido algum problema com as licitações'', supôs.
Um cartaz fixado na porta da antiga UBS avisa os pacientes que na próxima terça-feira o estabelecimento estará fechado para a transferência dos equipamentos. A nova unidade iniciará o atendimento no dia 5 de janeiro (quarta-feira) com um ginecologista (uma vez por semana), um pediatra (diariamente), dois clínicos gerais (um deles trabalhará diariamente e outro três vezes por semana), uma equipe do Programa Saúde da Família (PSF) e um dentista com auxiliar. ''A vantagem dessa construção é a ampliação do espaço físico e, consequentemente, a melhoria no atendimento para sete mil pessoas'', explicou o secretário, que encerra seu mandato amanhã. De acordo com ele, o prefeito Nedson Micheleti (PT) ainda não divulgou o nome do titular da pasta para a próxima gestão. ''Nos últimos dias, não conversamos sobre esse assunto'', disse.
A nova UBS custou R$ 645 mil (obra e equipamentos), sendo R$ 129 mil da prefeitura e R$ 516 mil do governo federal. A construção começou em dezembro do ano passado e sua conclusão estava prevista para setembro. O catador de papel Basílio Roberto da Silva, morador do Conjunto Farid Libos, também não soube explicar o atraso na entrega do prédio que, devido à localização, ficará mais perto de sua casa. ''Gostaria que ele funcionasse 24 horas por dia'', completa a costureira Fátima de Souza, ao lembrar que muitas pessoas não têm dinheiro para pagar a passagem de ônibus até o centro da cidade.
O antigo prédio, que segundo Silva recebe quase 100 pessoas às terças-feiras, será devolvido à UEL, embora a população reivindique o imóvel para a Associação de Moradores.


