População espera ações do grupo especial
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sexta-feira, 09 de agosto de 2002
Emerson DiasReportagem Local 
Passados 13 dias desde o anúncio da formação de um grupo especial para atuar no combate à criminalidade em Londrina, as ações efetivas da equipe ainda não deslancharam. Enquanto a força-tarefa aguarda a instalação definitiva de uma central de operações, a população espera o resultado prático do projeto e cobra das autoridades maior segurança.
O presidente do Conselho Municipal de Segurança, Ivo de Bassi, afirmou que ainda falta material para garantir o bom desempenho do grupo, formado por policiais civis, militares e federais. ''Vieram os homens, mas falta estrutura. Está sendo providenciada a mobília e também a instalação de linhas telefônicas, mas o trabalho conjunto entre as polícias já está acontecendo.'' De acordo com o delegado-chefe da Polícia Federal em Londrina, João Luiz do Prado, a corporação vai ceder material para a força-tarefa. ''Repassaremos móveis e até um veículo. Ajudaremos no que puder'', garantiu.
A cúpula da Secretaria de Segurança Pública também garantiu que o grupo já estaria atuando na cidade, mas de forma discreta. ''Criamos um serviço de inteligência em Londrina. Estamos na fase de identificação e mapeamento da criminalidade. A prioridade número um é combater o tráfico'', afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro.
O delegado-chefe da Divisão Policial do Interior (DPI), Clovis Galvão, também falou sobre as ações contra as drogas, lembrando que um grupo antitóxicos foi implantado em Londrina para combater o ''principal responsável'' pelos homicídios (já são 78 este ano). ''Se não combatermos o narcotráfico, a tendência é aumentar este índice. Como estão morrendo os laranjas, temos que chegar aos cabeças.''
Para o comandante-geral da PM, coronel Gilberto Foltran, o grande problema será o trabalho contínuo da força-tarefa. ''Nenhuma operação funciona se o meliante sabe que aquilo vai durar poucos dias, o que não vai acontecer com esta operação'', garantiu.
Representantes da sociedade londrinense consideraram boa a iniciativa do Estado, mas disseram que o resultado precisaria aparecer mais rápido. ''A Secretaria de Segurança está sensibilizada, mas ainda é prematuro avaliar o desempenho da força-tarefa'', disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Londrina, Lauro Zanetti.
''Continuo sem ver policiamento ostensivo nas ruas. O governo está retaliando a postura crítica que a cidade sempre teve. Tanto que os policiais contratados recentemente foram mantidos na capital'', criticou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch.


