População espalha cartaz com foto de estuprador
Ao estilo dos antigos cartazes de 'Procura-se' do velho oeste americano, moradores da Zona Leste de Londrina estão espalhando avisos em casas comerciais alertando a população de que o pedreiro Marcelo Correia dos Santos, de 29 anos, foi solto pela polícia após confessar o estupro de uma professora de 33 anos, no sábado passado. O caso aconteceu às 6h30 da manhã, quando a vítima se dirigia ao trabalho, na avenida Jamil Scaff, no conjunto Ernani Moura Lima.
''Aviso importante: cuidado com este homem, ele é estuprador de mulheres e está solto. Tomem muito cuidado com ele'', diz o cartaz, acompanhado de uma foto do pedreiro.
Segundo o comerciante Rogério Rodrigues Pesqueira, de 38 anos, se for encontrado na região, o acusado vai ser linchado. ''Vamos arrancar o couro dele. Nós acreditávamos que a polícia ia mantê-lo preso após ser identificado pela vítima e confessar o crime''. Ele contou que, após a divulgação das fotos, pelo menos duas mulheres também reconheceram o pedreiro por outras tentativas de assédio sexual.
O comerciante Valduir Donizete Bortolozi disse que ''é melhor a polícia pegá-lo antes'' - indicando que a população tem vontade de fazer justiça com as próprias mãos. Ele contou que foi a própria família da vítima localizou o acusado e avisou a polícia. ''Quando ainda estavam preenchendo os papéis ele já estava solto. Que justiça é essa? Tem que pegar o cara no meio do mato para mantê-lo preso?'', questionou.
As vizinhas Lourdes Costa de Souza, de 44 anos, e Maria José dos Santos, de 41, disseram que o clima na região é de terror. ''Agora você só vê pai levando a filha para a escola, marido indo com a esposa até o ponto de ônibus, ficou terrível a situação''.
Ambas moram em frente ao terreno que abriga uma plantação de 'vassouras' onde ocorreu o estupro e ajudaram a socorrer a professora na manhã de sábado. ''Foi uma coisa horrível. Acordamos com a moça gritando socorro, toda machucada, apavorada. Nunca vi uma coisa assim, até hoje não consigo dormir direito''.
De acordo com as vizinhas, a professora conseguiu fugir após o estupro fingindo que iria aceitar outros pedidos do acusado. Enquanto se vestia, prometendo que retornaria ao local, retirou um caderno tipo universitário de sua bolsa e o atingiu no rosto. Quando ele caiu no meio do mato ela correu para a rua pedindo ajuda. A professora relata que acusado estava armado com um revólver.
Hoje, a partir das 9 horas, a população faz uma manifestação na avenida Jamil Scaff, na altura do número 600, para pedir reforço no policiamento e a extinção da plantação de vassoura no terreno particular. Com mais de 2 metros de altura, a cultura transformou a área em um local perigoso e totalmente escuro durante a noite. Segundo os moradores, em outras ocasiões já houve tentativas de assalto e violência sexual na área.

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