Ricardo Costa de Oliveira, sociólogo e cientista político da Universidade Federal do Paraná (UFPR), explica que a sociedade pode participar de várias maneiras na administração pública. Uma delas é através do orçamento participativo. ''A participação na decisão dos gastos é o conceito de orçamento participativo. É uma comunidade organizada, afinal nós temos as instituições de estado para a realização de obras públicas. Exatamento isso que tem que ser feito e tem que ser cobrado pela sociedade em uma democracia'', explica.
Oliveira não é contra as parcerias com o poder público na execução e financiamento de obras públicas, mas faz ressalvas. ''Qualquer iniciativa da comunidade local é válida, mas por outro lado mostra que há uma certa falência e descaso das autoridades. Quando a comunidade é obrigada a investir significa muitas vezes que a prefeitura ou os governos não estão investindo.''
O ideal, para ele, seria uma participação nessas parcerias mas também uma fiscalização e cobrança das autoridades. ''Toda iniciativa na forma de mutirão é extremamente positiva. Também fica interessante a organização política para reivindicar, demandar dos vereadores, dos secretários municipais a realização de obras.''
O especialista alerta que quando a comunidade toma a frente, pode haver uma acomodação do poder público. Por isso que a melhor forma de organização popular é quando se contribui (na discussão dos gastos) no orçamento público, seja municipal ou estadual'', define. (E.G.)

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