Criados para estreitar as relações entre a comunidade e a polícia e ajudar na comunicação de crimes, os totens passam despercebidos pela população. O mecânico Gilmar Ferreira, 25 anos, que trabalha a 400 metros do totem do bairro Alto da XV, por exemplo, sequer sabia para que serve o equipamento.
O problema não é apenas a falta de comunicação. A meta do governador Jaime Lerner de instalar 120 totens em 10 dias está longe de ser alcançada. Ontem, a assessoria de imprensa do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) informou que apenas 20 totens estão instalados, todos eles na capital. Desses, apenas seis funcionam.
O soldado José Braga, que trabalha com a viatura 4254 da Polícia Militar, tem como um dos pontos de parada o totem do Alto da XV. ‘‘Quando estamos aqui ninguém aparece para usar o totem’’, revelou. ‘‘Muita gente nem sabe o que é, mas acha bonito o palanque’’, afirmou.
Apesar da pouca utilidade, o comerciante Ernesto Fone, 46 anos, acredita que os totens dão ‘‘certa segura psicológica’’. ‘‘Psicologicamente a gente se sente seguro. Na prática pouco adianta. Falta muita segurança’’, disse. A afirmação se comprovou de fato quando o mecânico tentou usar o totem pela primeira vez. Duas tentativas e nada: o sinal estava ocupado. (J.A.)

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