Desde domingo a população de Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba, está sendo chamada a participar de um plebiscito para decidir se aceita ou não a instalação de um aterro sanitário na cidade, conforme prevê projeto da Coordenadoria da Região Metroplitana (Comec). O plebiscito está sendo organizado pelo Movimento Contra o Lixão, que reúne entidades representativas da sociedade civil da cidade. A consulta será feita até o dia 15, recolhendo votos em cerca de cem urnas instaladas em escolas, sindicatos, fábricas e estabelecimentos comerciais.
A intenção, segundo o presidente da Associação Ambiental Vutuverava, Heriton Carlos Cardoso, um dos coordenadores do movimento, é obter pelo menos mil votos contrários ao aterro. ‘‘Ninguém aceita o lixão na cidade’’, disse. As entidades já apresentaram alternativas às prefeituras de Rio Branco do Sul e Itaperuçu. O projeto prevê a construção de usina de compostagem, em parceria entre as prefeituras. A usina separaria o lixo reciclável e transformaria o lixo restante em composto orgânico (adubo).
Segundo Cardoso, o atual prefeito João Dirceu Nazzari (PSDB) é favorável ao projeto da usina e já providenciou a compra dos equipamentos, assim como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) já deu licença para seu funcionamento. ‘‘Só falta a prefeitura destinar uma área e instalá-la, mas isso depende agora de vontade política dos novos prefeitos’’, disse.
João Nazzari explicou que, por causa da topografia acidentada do município, os caminhões que vão transportar o lixo para aterro vão ser obrigados a transitar pela área central do município. ‘‘A Rodovia dos Minérios (Curitiba-Rio Branco do Sul) já é complicada, imagine com estes caminhões passando todo dia.’’
A Comec defende a instalação do aterro em Rio Branco do Sul por ser uma área longe de mananciais, sem riscos de poluição da água. A intenção é construir um aterro sanitário que venha substituir o aterro da Caximba, em Curitiba. No local seriam despejados lixo de Curitiba e 14 municípios da região metropolitana.
De acordo com o diretor-adjunto da Comec, Gil Polidoro, a instalação do aterro não vai trazer nenhum prejuízo à cidade. ‘‘Há uma confusão na cabeça da população que confunde o que é lixão com aterro sanitário’’, diz.

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