Curitiba - Uma viatura da Polícia Militar (PM) para atender uma população de 82 mil habitantes. Durante o dia, são apenas sete policiais militares, incluindo agentes que trabalham administrativamente e auxiliam em escolta de presos. À noite são três policiais. A população de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) reclama da falta de segurança.
''Normalmente não passa polícia por aqui. Sexta-feira chegou um cliente aqui na loja que tinha acabado de ser assaltado'', disse o gerente de uma loja de eletrodmésticos, Deivid Everton. A mesma reclamação corre pela boca dos comerciantes, principais vítimas nos últimos meses. A loja em que Deivid trabalha teve mais de 20 celulares roubados em dezembro. O vendedor abordado pelos bandidos no dia do crime, Jeferson Silveira, também acredita que o município precisa de mais policiais.
Em uma tentativa de melhorar a situação, o vereador Miguel Scrobot iniciou um abaixo-assinado, em novembro de 2008, que já soma 6,5 mil assinaturas. Scrobot pede à Secretaria da Segurança Pública (Sesp) que aumente o número de policiais civis e militares, o número de viaturas, reforma na cadeia e, ainda, a instalação de um batalhão e um delegado titular para Piraquara. Hoje, o delegado do município acumula o cargo em Campina Grande do Sul (RMC). O abaixo-assinado deve ser entregue nesta semana ao promotor de Justiça André Calixto, que apoiou a iniciativa e não descarta propor uma ação civil pública.
No último ano, segundo a PM, em 24 horas é realizado o atendimento de 15 ocorrências. A média era, há alguns anos, de oito ocorrências por dia. O número pode ser ainda maior, pois nem todas as vítimas fazem registro.
''Devido à construção de várias cadeias aqui aumentou o fluxo de ocorrência nos últimos anos'', explicou o sargento Arlindo Schmidt, comandante do destacamento da PM em Piraquara. Outro motivo para o aumento dos registros seria o baixo número de policiais e de viatura, efetivo que o sargento admite ser insuficientes.

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