A população de Maringá é de 267.878 habitantes, conforme o Censo 96 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número confirma a previsão do Instituto, feita em 95, com base na população aferida no censo de 1991. Mais de 90% da população está na área urbana, onde residem 260.900 pessoas. Já na área rural o número de habitantes é de 6.969, o que representa 2,6% da população total.
As mulheres, conforme o censo 96, são maioria em Maringá. No total são 138.572 mulheres e 129.306 homens. Conforme o chefe da agência do IBGE em Maringá, Laércio Arali a predominância de mulheres em Maringá é uma tendência do município desde 1980. Na época havia 85.514 mulheres e 82.722 homens. Em 91, a população feminina também era maior com 123.645 mulheres e 116.647 homens.
O resultado do censo 96 derruba as previsões de moradores da cidade que apostavam numa população superior a 300 mil habitantes. Segundo Arali, muitas pessoas acreditavam numa população superior devido o grande fluxo de pessoas que circulam pela cidade. Ele lembra entretanto, que o censo contabiliza apenas as pessoas que residem no município. ‘‘Maringá é uma cidade pólo e acaba atraindo muitos visitantes e empresários de outras cidades. Mas o censo não conta aqueles que vêm à cidade a negócios ou às compras e sim aqueles que têm residência fixa’’, explica.
Para não deixar dúvidas sobre o resultado deste censo, Arali cita como exemplos o número de ligações de energia elétrica e de água. ‘‘Temos em Maringá 76 mil ligações de luz e 65 mil carnês de IPTU. Com estes números não poderíamos ter uma população acima de 280 mil habitantes’’, diz. Segundo ele, o censo 96 constatou 83 mil residências. Destas, 75 mil estão ocupadas. Para ter um população de 350 mil habitantes, garante Arali, Maringá teria que possuir aproximadamente 110 mil residências.
Ainda de acordo com o censo 96, houve uma redução no número de moradores em cada residência de Maringá. Hoje, a média é de 3,58 habitantes por residência. Em 91, havia 3,82 moradores e em 1980, 4,39 habitantes por residência. Ele afirma que parte desta redução se deve ao controle da natalidade. O censo não revela quantos habitantes em uma residência são da mesma família. ‘‘Não dá para falar com certeza sobre este número porque há casas em que moram até duas famílias’’, garante.
A causa da redução de habitantes por residência, conforme Arali é o trabalho de conscientização feito por diversas entidades junto às famílias mais carentes. ‘‘Atualmente temos a Pastoral da Criança, as entidades assistencias, as prefeituras, clubes e a própria imprensa que desenvolvem um trabalho de orientação e esclarecimento’’, justifica.
Na área rural houve um leve crescimento da população. Em 91, por exemplo, havia 6.213 habitantes no campo. Hoje são 6.969. Segundo Arali, também houve uma concentração de rendas no campo com a redução no número de produtores. Ele não soube especificar o número exato de produtores no municíopio de Maringá. ‘‘Os dados do censo rural ainda estão sendo computados em Curitiba, mas percebemos que houve uma concentração de terra por parte dos grandes proprietários rurais’’, afirma.

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