O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou esta semana a projeção da população brasileira para 2003, a chamada taxa de crescimento geométrico. Segundo o estudo, a população de Londrina teve desde 2000, ano do último Censo, um crescimento de 4,53%, pulando de 447.065 habitantes para 467.334. A região metropolitana da cidade, que congrega outros sete municípios, teve no total um aumento de 4,44% em sua população.
Na comparação direta, Cambé e Ibiporã registram os maiores crescimentos da área, cravando respectivamente índices de 5,01% e 5,11%. Tanto os dois municípios, quanto Londrina e Rolândia (4,94%), alcançaram porcentagens levemente superiores ao patamar atingido em todo o País, que chegou aos 4,16%.
Segundo Alfeu Campiolo, chefe da agência do IBGE de Londrina, os 4,53% mantêm a média de crescimento que a cidade registrou entre os anos de 1991 e 2000, na casa dos 1,5% por ano. ''Trata-se de um aumento estabilizado, não explosivo. Não está associado à atividade industrial, porque Londrina não vem atraindo indústrias, pelo menos não de grande porte. Pode estar relacionado às instituições de ensino, que promovem o crescimento demográfico na medida em que atraem estudantes e profissionais de outras cidades que se estabelecem por aqui depois de formados'', considera.
O secretário municipal de Planejamento, Marcos Defreitas, cita que o aumento populacional traz benefícios na medida em que os investimentos do governo federal são pautados pelo número de habitantes dos municípios. ''Estes 4,53%, por exemplo, podem proporcionar o credenciamento de três novas equipes do Programa Saúde da Família (PSF)'', argumenta o secretário. ''No Programa Nacional de Modernização da Administração Tributária (PMAT), o repasse é de R$ 18,00 por habitante. Fazendo os cálculos, a diferença oferece mais de R$ 300 mil em recursos''.
Defreitas também cita que o crescimento anual registrado é ''ordenado'', o que facilita a tarefa do município em atender as necessidades da população. ''Um aumento desordenado gera uma demanda de estrutura, nas questões de segurança e habitação, principalmente, que se torna muito complicada de atender. Nessas situações, surgem vários loteamentos, sem nenhuma condição. No nosso caso, temos um crescimento vegetativo comum, dentro do esperado para uma cidade-pólo como Londrina'', explica.
O secretário lembra que, até os anos 70, a cidade registrou um crescimento explosivo, escorado na movimentação da cultura cafeeira. A partir dali, com a inversão das proporções entre a população da área rural e a da área urbana, os índices foram diminuindo até alcançarem os patamares atuais. ''São padrões razoáveis, que permitem o acompanhamento do poder público'', afirma Defreitas. A região de Londrina é a 18 em população das 22 regiões metropolitanas do Brasil.

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