Apucarana - Um convênio entre a Prefeitura de Apucarana e o Hospital Sírio-Libanês (HSL), de São Paulo, vai permitir que a população enfrente o desafio de salvar vidas. Além de profissionais da saúde ganharem cursos de capacitação, que devem melhorar o atendimento do Sistema Único de Sáude (SUS) na cidade, o cidadão comum receberá treinamento para prestar os primeiros socorros a vítimas de paradas cardiorrespiratórias súbitas. Os procedimentos realizados pela população deverão ajudar os socorristas do Siate e Samu a tornarem o atendimento ainda melhor.
A iniciativa é do hospital paulistano, que firmou um convênio com outras três cidades do País: Camaçari (BA), Itanhanhém (SP) e São Carlos (SP). O programa é intitulado ''A Cidade em Defesa da Vida'' e é constituído por um curso voltado a alunos do ensino médio e fundamental, cujos professores serão capacitados como monitores pelos médicos do corpo clínico do HSL.
O coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Apucarana, o médico Guilherme Augusto Storer, explica que a ação será extremamente benéfica ao serviço de emergência da cidade. ''Ainda que o serviço chegue rápido e com eficiência no local onde uma pessoa precisa ser atendida, sempre existem alguns minutos, por poucos que sejam, que podem fazer toda a diferença. Com a população sabendo como proceder num momento em que alguém estiver sofrendo um ataque cardíaco, por exemplo, o trabalho do socorrista é adiantado e a vítima tem mais chances de ser salva'', disse.
Serão utilizados kits de suporte básico à vida (manequins, livros, textos e DVD), que serão distribuídos às escolas participantes e os jovens terão a oportunidade de repassar a capacitação adquirida para a comunidade. A ideia é que esses cidadãos disseminem a informação e otimizem o tempo de resposta dos serviços de emergência. ''O ganho será o aumento das chances de sobrevida das vítimas de paradas cardiorrespiratórias e a minimização de eventuais sequelas neurológicas. A expectativa é de atingir mais de 25% da população'', explicou o coordenador.
Como se trata de uma ação que vai começar a ser aplicada na cidade, o município ainda não traçou as diretrizes de como e quantas escolas serão beneficiadas com o programa. Porém, o médico adianta que de qualquer forma a cidade só tem a ganhar com a ação.
''Tanto os jovens quanto os adultos que aprenderem esses procedimentos saberão como agir diante de uma parada cardiorrespiratória, um infarto ou até mesmo um acidente vascular cerebral. Isto, nos primeiros minutos que uma pessoa desencadeia este tipo de problema, é de extrema importância e com certeza num futuro poderemos apontar ótimos resultados'', finalizou.

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