Os incidentes do último domingo no Zerão, quando dois homens foram detidos numa ação polêmica da RONE num bar e um jovem de 17 anos foi baleado, parecem ter despertado na população londrinense uma verve crítica inesgotável sobre os problemas do espaço. Além das queixas sobre a falta de segurança, apresentadas na Folha anteontem, moradores e frequentadores do local também criticam o que consideram abandono da estrutura física e ausência de fiscalização da prefeitura.
Frequentadores assíduos do Zerão explicam que nos finais de semana o centro poliesportivo fica entregue a jovens que lotam as calçadas com carros de som no volume máximo.
O funcionário público Alexandre Isidoro Jerônimo, que vai ao Zerão todo fim de semana e estava no local no último domingo, aponta outros problemas. ''Além da questão do tráfico, falta fiscalização contra cães de guarda que são conduzidos sem focinheira pelos donos, contra o barulho e o tráfego nas alamedas, onde anda quem quer, até bicicletas. Os banheiros estão imundos, não dá para usar'', critica Jerônimo. Na quarta-feira, quando a reportagem da Folha esteve no local, os banheiros estavam sem lâmpadas e torneiras e com a fiação elétrica exposta. Além disso, o chão estava molhado e sujo, com forte cheiro de urina.
A diretora de operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rosemeire Suzuki Rosa Lima, afirma que a prefeitura tem realizado manutenção constante no Zerão. ''Temos mantido o local limpo. Neste mês, um cano estourou nos banheiros e, devido ao vazamento, tivemos que fechar o registro. Aparentemente, uns vândalos quebraram as torneiras quando perceberam que não havia água. Mas já estamos colocando tudo de volta'', diz a diretora.
A Polícia Militar e a prefeitura dão suas respostas sobre as queixas de falta de fiscalização no Zerão (veja box). Sobre as críticas da população de que a estrutura do ponto turístico está abandonada, Rosemeire frisa que o local sofre com o vandalismo. ''Como todo local de uso público, ele é alvo constante de depredações. Infelizmente, o que podemos fazer é consertar o que está estragado'', explica a diretora.

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