Curitiba Desde junho, quando começou a campanha de conscientização para a necessidade de economizar água, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) recebeu 2.133 telefonemas com denúncias de desperdício em Curitiba e Região Metropolitana (RMC). A Sanepar não tem o número de reclamações recebidas apenas depois da última sexta-feira, quando iniciou o rodízio no abastecimento da região. Só amanhã à tarde, quando encerra o primeiro ciclo de rodízio, a empresa terá uma avaliação sobre os resultados obtidos nesta primeira semana de racionamento.
A expectativa da empresa era obter uma economia de 20% no consumo, o que garantiria o abastecimento da região até setembro. A empresa alerta, no entanto, para o fato de continuar recebendo denúncias de uso indevido de água.
A Sanepar não tem poder para punir os responsáveis, mas de acordo com a assessoria, a empresa tem atuado fortemente na orientação e conscientização da população. As pessoas denunciadas por desperdício são contatadas por telefone, carta ou mesmo pessoalmente, quando necessário.
Na segunda-feira, uma reunião ampliada avaliará os resultados da primeira semana de rodízio e definirá os rumos do racionamento. Participam representantes da Sanepar, Sistema Metereológico do Paraná (Simepar), Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais e municipais de Educação e Urbanização, além da Defesa Civil de Curitiba e de outros municípios da Grande Curitiba.
''Não existe um instrumento legal que possibilite a fiscalização do desperdício, nossa saída é trabalhar com a conscientização'', diz o coordenador Operacional da Coordenação da Defesa Civil de Curitiba, Marlon Alves Cardoso. De acordo com ele, medidas mais drásticas só poderiam ser tomadas se fosse declarada Situação de Emergência ou Calamidade Pública nos municípios, o que não é o caso.
Como exemplo da falta de consciência da população, Cardoso citou o caso de pessoas que pagam a tarifa mínima da Sanepar, por ter consumo inferior a 10 metros cúbicos de água. ''As pessoas não entendem que o consumo até esse limite é subsidiado. Elas acham que pagam por 10 metros cúbicos e não querem gastar menos'', conta. Para resolver essa situação, a Defesa Civil enviou sugestão à Sanepar para que a cobrança seja feita de acordo com o consumo.

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