População chocada com morte de Alessandra
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quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Castro - Nas ruas de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), apenas um assunto domina as rodas de conversa da população: o assassinato da menina Alessandra Subtil Betim, 8 anos, encontrada morta na manhã de segunda-feira em um matagal perto de sua casa no bairro Vila Catangalo 2. Alessandra foi morta com uma pancada na cabeça e seu corpo apresentava indícios de abuso sexual. Seu corpo foi enterrado às 9 horas de ontem Nossa Senhora do Rosário, em Castro. Cerca de 300 pessoas acompanharam o sepultamento.
Os pais da menina, Cleusa e Gerson Betim, estavam desconsolados com a perda de um de seus seis filhos. ''Quero que a justiça seja feita. Que esse marginal seja punido para que isso não aconteça com mais ninguém'', disse o pai. Desnorteada, a mãe tentava encontrar palavras para descrever os sentimentos. ''Judiação, minha filha. Estava tão perto dos pais. Agora não volta nunca mais.''
Os dois não seguram a emoção ao passarem pela casa em que a polícia desconfia que a garota tenha sido morta. O local estava alugado para uma empresa de corte de madeira e mais de dez homens viviam no local há pouco mais de um mês. O lugar fica entre a casa de Alessandra e o matagal onde o corpo da menina foi encontrado.
A dona do imóvel, Clarice de Almeida, está inconformada com o possível fato de que a residência tenha sido usada como local do crime. ''Estou horrorizada com tudo o que aconteceu. Para mim é difícil pensar que em um lugar que construí com tanta dificuldade, onde comecei minha vida, tenha acontecido uma coisa dessas'', comentou.
Na Vila Cantagalo 2, a notícia da morte de Alessandra repercutiu em forma de horror e revolta. Juraci Fátima Quadros, que vive no bairro, recorda que encontrou a garota pouco antes de seu desaparecimento, por volta das 15 horas. ''Ela estava sempre brincando por aí. E agora não vamos mais ver isso. A vila inteira está chocada'', afirmou.


