Listas para recolher assinaturas contra a construção da praça de pedágio serão espalhadas a partir de hoje em pontos estratégicos de Rolândia (25 km a oeste de Londrina). O abaixo-assinado está sendo coordenado pela prefeitura, líderes comunitários, empresários e representantes de clubes de serviços, em protesto à proposta de rotas alternativas apresentada anteontem pela Viapar - concessionária do Lote 2 (trecho Cambé-Cascavel pela BR-369) -, para que os moradores não paguem o pedágio. Os organizadores esperam recolher mais de 15 mil assinaturas.
O presidente da Viapar, Nilton Marchetti, e uma equipe da diretoria do consórcio estiveram reunidos com o prefeito de Rolândia, José Perazolo (PDT), técnicos da prefeitura e lideranças, para demonstrar uma rota alternativa que eliminaria dos moradores o pagamento do pedágio. Eles teriam que seguir pela estrada do San Rafael, via Cambé, para Londrina, num trecho de 17,5 quilômetros.
Prefeito e lideranças foram unânimes em afirmar que são contrários à instalação da praça de pedágio em Rolândia e que não aceitam se submeter à rota alternativa propostas pela Viapar. Para Perazolo, ‘‘a rota alternativa não atenderia os anseios da população, que está vendo seu direito de ir e vir a Londrina, totalmente cercado’’.
A concessionária discutiu ainda outra rota alternativa, via estrada do Caramuru, ligando Rolândia ao Catuaí Shopping Center e com extensão de 24 quilômetros.
A proposta também foi considerada inviável para Rolândia, pois apresenta ruptura econômica existente hoje entre Rolândia e Londrina. ‘‘O abaixo-assinado será encaminhado ao Governo do Estado, mostrando a indignação da população’’, explicou o prefeito.
A diretoria da Viapar chegou a falar sobre os benefícios que a instalação da praça traria para Rolândia, como a geração de 300 empregos, a melhoria da estrada, do serviço de telefonia, socorro médico e mecânico. Marchetti comentou também que o custo do pedágio deverá ser de cerca de R$ 2,00 e que a taxa será cobrada nos dois sentidos.

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