População ajuda desabrigados da chuva
As famílias atingidas pelas chuvas já estavam em casa ontem. Os dois abrigos que acolheram as pessoas que tiveram suas casas alagadas foram desativados na noite de terça-feira. A ajuda agora vem em forma de donativos, que possibilitam a reconstrução do que foi perdido e o recomeço da vida.
Da noite de domingo até a terça-feira, a Fundação de Ação Social (FAS), havia doado 780 cobertores, 610 colchões, 1.650 quilos de roupas e calçados, e 15 toneladas de alimentos às pessoas atingidas pelas chuvas. Nos depósitos da fundação, ainda havia fogões, móveis, pias e madeiras para serem repassados às vítimas das enchentes.
Ontem, as ligações para o Disque Solidariedade (373-5964/373-2433) continuavam. Segundo o diretor da FAS, Erotildes Antunes Xavier, os itens de maior necessidade continuam sendo colchões, cobertores, roupas e alimentos não-perecíveis.
A Paróquia São José Trabalhador, que abrigou as famílias de Campina do Siqueira, distribuiu na terça-feira, 110 cestas básicas, 110 cobertores e 90 colchões, segundo a coordenadora da Pastoral da Criança da área de Santa Felicidade, Maria Creusa do Carmo. Na tarde de ontem, seriam distribuídos sacos de roupas. As doações estão vindo da comunidade e tudo que tivermos, distribuíremos. Maria do Carmo não soube dizer quantas pessoas a paróquia está atendendo. Pela pastoral foram assistidas 131.
No Templo Espiritualista Filhos de Iemanjá, outro lugar que serviu de abrigo no bairro Campina do Siqueira, 40 pessoas estavam sendo atendidas ontem. Pessoas ligadas ao templo doaram alimentos, colchões, cobertores e roupas. Os remédios pedidos pelos moradores estavam sendo comprados com o dinheiro do templo, segundo Dulce Mara Machado, filha da chefe do terreiro.
Conrado Riedel - Diferente do que se pensava na terça-feira, os moradores do prédio José Conrado Riedel, no Centro Cívico, não puderam voltar aos seus apartamentos. O mesmo ocorreu no prédio comercial, que fica na frente do residencial. Até a manhã de ontem, os apartamentos estavam sem água, luz e telefone. A previsão era de que a energia elétrica voltasse ontem e que os moradores e as pessoas que trabalham no prédio retornassem aos apartamentos hoje.
O perito judicial Flantenor Souza de Oliveira, que tem escritório no local, estava ontem desde as 8h30 em frente ao prédio com seus dois funcionários para garantir atendimento a quem o procurasse. No final da tarde, se a luz voltasse, como era previsto, Oliveira estaria lá para recuperar o atraso dos últimos três dias de trabalho.





