As viaturas do 15º Batalhão da Polícia Militar estão sendo abastecidas pelos Conselhos Municipais de Segurança, empresários e prefeituras dos 16 municípios que o compõem. Ontem, Rolândia recebeu 450 litros de gasolina porque a cota do mês já foi gasta e o governo deve R$ 7 mil ao posto de combustível. O tenente-coronel José Roberto Simões não quis dizer quantos veículos da Polícia Militar rodam pela cidade, mas disse que essa doação deve durar, no máximo, oito dias.
‘‘Essa situação é comum em praticamente todas as cidades atendidas pelo Batalhão. Não podemos comprar mais combustível enquanto o governo não pagar a dívida e empenhar mais verba. Se não fosse a ajuda da comunidade não poderíamos trabalhar’’, explicou o comandante.
O presidente do Conselho Municipal de Segurança de Rolândia, Jairo de Mello, está revoltado com essa precariedade. Para ele, a falta de combustível é um dos símbolos do desrespeito do governo do Estado com a população. ‘‘Ele abandonou o Paraná. Nossa cidade está intranquila com o aumento da violência. Não podíamos ficar de braços cruzados à espera do cumprimento de promessas que nunca acontecem’’, reclamou.
Além do combustível, a comunidade também está pagando a alimentação dos presos da cadeia pública. Para manter os serviços, o Conselho e os empresários estão buscando adesões de diversos setores. Mello disse que o governo do Estado já recebeu vários pedidos de ajuda para Rolândia, mas até agora não deu resposta.
A assessoria de imprensa do secretário de Segurança Pública, José Tavares, disse que na semana passada foram liberados R$ 380 mil para o pagamento dos postos de combustíveis em todo Estado e que uma nova remessa deve chegar no começo da próxima semana. Mello garante que a população de Rolândia não vai deixar que as viaturas parem de rodar por falta de combustível.

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