O engenheiro de segurança ambiental da Petróleo Ipiranga empresa reponsável pela administração do Pool de Combustíveis de Londrina , Altair Vasconcelos, afirmou ontem que já protocolou junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) um projeto para as mudanças do sistema de tubulações e tanques do local, de subterrâneos para suspensos. Com o projeto, a empresa se antecipou a uma possível determinação do órgão ambiental. Segundo Vasconcelos, a empresa só está esperando que o IAP dê aprovação ao projeto para iniciar as obras. Ele não soube especificar o custo da mudança, mas afirmou que será ''caro''.
A determinação de expor as tubulações externamente tem como objetivo diminuir o risco de vazamento de combustível e demora na sua identificação. De acordo com Andrew Pinheiro Neto, chefe regional do IAP, a medida deverá ser estendida a todas as empresas que comercializam combustíveis. O IAP espera divulgar, na próxima semana, com o laudo ambiental do instituto, as autuações e o valor da multa do Pool. ''Ainda faltam alguns dados técnicos e documentação para concluirmos o processo administrativo'', explicou Pinheiro Neto.
O IAP também irá solicitar a recomposição da área danificada, cujos critérios serão elaborados em parceria com o Ministério Público (MP), responsável pela avaliação de crime ambiental. O MP também conta com o relatório elaborado por uma comissão interdisciplinar da Universidade Estadual de Londrina (UEL), determinada pela Justiça, que avaliou as consequências sociais do vazamento.
O relatório considerou o vazamento de óleo diesel no Ribeirão Lindóia (zona oeste), em maio desse ano, como o maior acidente ambiental na região de Londrina. O vazamento teria sido ocasionado por um rompimento de tubulação, conforme atestou laudo pericial do Instituto de Criminalística (IC).
''Na verdade, são dados muito difíceis de se quantificar. Ainda não temos uma resposta definitiva sobre o início do vazamento e a quantidade de óleo despejada no meio-ambiente. Para se ter uma idéia, nas valas de contenção foram represados apenas três mil litros de óleo'', afirmou Pinheiro Neto. Ele também destacou que a morosidade do Pool em assumir a responsabilidade pelo vazamento tornou o processo investigativo mais desgastante.
Quanto as medidas de recomposição ambiental, Altair Vasconcelos afirmou que o Pool ''não vai fugir de sua responsabilidade''. ''Recebemos agora o laudo da perícia da UEL que sugere algumas ações e estamos analisando a melhor forma de reparar o dano'', afirmou.
Para o próximo dia 24 já está marcada uma reunião com representantes do MP, IAP e Pool, para discutir as propostas de recuperação. (Colaborou Telma Elorza)

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