Pool quer extinção da multa de R$ 20 mi
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sexta-feira, 20 de dezembro de 2002
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Advogados do Pool de Combustíveis responsabilizado por um dos maiores crimes ambientais da cidade, em abril, quando mais de 100 mil litros de óleo contaminaram o Ribeirão Lindóia (zona oeste) e lençol freático nas suas proximidades participaram ontem de reunião com o promotor de Defesa do Meio Ambiente, Cláudio Esteves, e integrantes do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para discutir sobre ajustes em medidas compensatórias sugeridas pela promotoria, já que as reparativas foram ou ainda estão sendo realizadas adequadamente.
Segundo Esteves, as medidas compensatórias, apresentadas recentemente pelo Pool, foram consideradas ''tímidas''. A promotoria sugeriu a modificação de toda tubulação, que deverá ser aérea ao invés de subterrânea para impedir a propagação do óleo em caso de novo vazamento, a recuperação das águas do ribeirão, um diagnóstico ambiental mais apurado dos locais atingidos pela contaminação e a recuperação florestal da Bacia do Jacuntinga, que pertence à região do Ribeirão Lindóia.
Esteves antecipou que o Pool iniciou a modificação da tubulação e que na próxima sexta-feira dará resposta sobre a concordância de outras medidas compensatórias. Ele também destacou que o Pool espera uma redução ou até a extinção da multa de R$ 20 milhões aplicadas pelo IAP, sendo que a empresa já recorreu. A Folha tentou entrar em contato com o chefe-regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, mas ele não retornou a ligação até o fechamento da edição.
A multa aplicada pelo IAP foi considerada ''exagerada'' na opinião dos advogados da empresa, em declarações emitidas em reportagens anteriores. Outro ponto polêmico apontado é que ela foi dirigida ao Pool, composto por quatro empresas distribuidoras de combustíveis, sendo que o vazamento ocorreu apenas na área da Ipiranga.


