O Instituto de Criminalística (IC) de Londrina divulgou, no final da tarde de ontem, o resultado do laudo apontando que o vazamento de óleo diesel no Ribeirão Lindóia (zona oeste), detectado no início de maio, teve origem num rompimento de uma tubulação que pertence ao Pool de Combustíveis, administrado pela Petróleo Ipiranga. O problema teria ocorrido em janeiro deste ano, segundo os peritos, na junção entre tubos que fazem a ligação entre os vagões de descarregamento e o tanque-pulmão, dentro do terminal do Pool.
O laudo, que eximiu de culpa a América Latina Logística (ALL), será entregue nesta manhã ao delegado-adjunto da 10 Subdivisão Policial, Jurandir Gonçalves André. Ele será juntado ao inquérito policial aberto para apurar responsabilidades pelo acidente.
O engenheiro Luciano Bucharles, que assinou o laudo em conjunto com os peritos Marco Otta e Geraldo Gonçalves de Oliveira Filho, explicou que houve o rompimento de um tubo interno a uma segunda tubulação de maior diâmetro chamada de ''camisa''. Quando o óleo chegou à junção desse tubo maior, houve o derramento do produto para o solo. ''Essa tubulação foi desenterrada e verificamos que havia solda recente no local'', afirmou Bucharles, indicando que o Pool poderia ter tido conhecimento do vazamento.
Exames realizados em amostras de solo e de água pelo Instituto de Criminalística de Curitiba deram positivo para petróleo e comprovaram o derramamento no local. A participação da ALL foi descartada, já que os mesmos exames em amostras da área da empresa deram negativo.
O local, destacou o perito, faz parte da área que havia sido isolada preliminarmente pelo Instituto, já em virtude da suspeita de que o vazamento teria maior chance de ter ocorrido nessa tubulação. ''Agora, o Instituto de Criminalística está sugerindo que o Pool deixe suas tubulações subterrâneas aparentes, para facilitar a identificação de possíveis problemas'', apontou Bucharles.
O chefe regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Andrew Pinheiro Neto, afirmou que o laudo será somado ao laudo ambiental que está sendo preparado pelo órgão em conjunto com uma comissão multidisciplinar de especialistas indicada pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente. O resultado do estudo hidrogeológico da área do vazamento será divulgado no próximo dia 15 de agosto. O pátio do Pool, segundo o IAP, continua interditado para carga e descarga.
Procurado pela reportagem, o chefe de segurança ambiental da Ipiranga no Rio de Janeiro (RJ), Altair Vasconcellos, afirmou que não tinha conhecimento da íntegra do laudo e, por isso, não poderia comentar seu resultado.

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