Pool e Criminalística discordam sobre vazamento
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segunda-feira, 10 de junho de 2002
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
O chefe de segurança ambiental da Petróleo Ipiranga, Altair Vasconcellos, negou ontem que tenha ocorrido um vazamento de 80 mil litros de óleo na área do Pool de Combustíveis de Londrina (zona oeste), em janeiro deste ano. A posição é contrária ao relatório apresentado pelo Instituto de Criminalística de Londrina (ICL) em 5 de junho. O ICL disse ter recebido informação sigilosa sobre o vazamento, o que confirmou os indícios encontrados durante o trabalho de perícia. Esse possível vazamento é tido como uma das prováveis causas do derramamento de óleo diesel que atingiu o Ribeirão Lindóia há cerca de um mês.
Vasconcellos afirmou que uma auditoria feita pela empresa BVQI que concede certificação ambiental ISO 14001 , em agosto do ano passado, apontou um indício de perda de produto que não estava em conformidade com o Sistema de Gestão Ambiental do Pool. A anomalia foi detectada na vistoria feita nas linhas de descarga dos vagões-tanque, que verificava a integridade da tubulação subterrânea e a presença de produtos no solo.
Para comprovar ou não o vazamento, foi contratada a empresa Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental, do Rio de Janeiro, que, segundo o chefe de segurança ambiental da Ipiranga, em maio deste ano atestou não haver qualquer tipo de indício de contaminação. É um volume muito grande (de óleo) que fatalmente seria percebido, comentou.
Vasconcellos garantiu que toda a documentação necessária foi encaminhada ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e que, a pedido do Ministério Público, a BVQI deverá fazer novas análises no Pool. Ele argumentou ainda que, em relação ao vazamento que atingiu o Ribeirão Lindóia, o Pool só poderá se pronunciar após a conclusão do estudo hidrogeológico, que está sendo realizado pela Hidroplan. O laudo deverá ficar pronto dentro de no máximo 20 dias.
O ICL está convicto de que o vazamento ocorreu. O problema teria ocorrido justamente em algum ponto entre o posto de descarga e as tubulações subterrâneas. Mas os peritos precisam de investimentos de pelo menos R$ 20 mil em novos equipamentos para continuarem o trabalho investigativo e conseguirem as provas. A chefia do Instituto já fez a solicitação de verba ao Governo do Estado na última quinta-feira.
Por enquanto, o Pool continua interditado pelo IAP para receber óleo diesel e o produto está sendo trazido de Maringá, o que já representa prejuízos às emresas. Com relação ao trabalho de limpeza do rio, já foram perfurados 15 poços de monitoramento e recolhidos perto de 2 mil litros de óleo.


