O Pool de Combustíveis apresentou ontem, no Fórum de Londrina, nova proposta de recuperação da área do Ribeirão Lindóia (zona oeste) que foi afetada por um vazamento de 100 mil litros de óleo diesel. O planejamento do Pool, que representa três distribuidoras de combustível, prevê gastos de R$ 3 milhões e inclui desde a recuperação do solo contaminado (uma faixa aproximada de 10 mil metros quadrados) e o monitoramento da fauna do ribeirão até a formação de um parque ecológico. A defesa do Pool tem esperança que as medidas apresentadas ontem ajudem a diminuir ou até mesmo anular a multa de R$ 20 milhões aplicada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) ao conglomerado pelo vazamento em suas tubulações, detectado em maio deste ano.
A reunião contou com a presença de integrantes da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, IAP, Universidade Estadual de Londrina (UEL) e Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) e foi marcada depois que a promotoria e o IAP consideraram deficientes os planos mostrados na semana passada. As propostas também incluem ações de educação ambiental, saúde humana e a adequação das instalações.
Segundo o chefe de área de Meio Ambiente do Pool, Altair Vasconcellos, os prazos de execução das propostas são variados. No caso do Parque Ecológico, a expectativa é que seja concluído em 36 meses, após a aprovação do projeto. ''Será necessária uma área de 180 mil metros quadrados. Provavelmente, teremos que comprar essas áreas, mas há a possibilidade de fazermos um convênio com a prefeitura, já que há um terreno da sua competência nas proximidades do Pool'', afirmou.
Ontem, o advogado do Pool, Oscar Graça Couto, confirmou que a empresa recorreu à multa e que tem a expectativa de que possa ''haver uma conversão da multa às medidas apresentadas, o que poderia representar uma redução ou anulação da multa''. ''Queremos detalhar minuciosamente as nossas ações no Termo de Ajuste de Conduta (TAC), para que o MP possa entrar, diretamente, com uma ação de execução e cobrança de multas, caso haja algum descumprimento a partir de agora'', declarou Couto.
O promotor Cláudio Esteves informou que o projeto será analisado por técnicos da UEL e IAP antes de definir um ''esboço'' do cumprimento de ajuste. Quanto à ''conversão da multa'', Esteves afirmou que isso é do âmbito do IAP, mas que a sua cobrança é legal, independente das medidas de recuperação.
O chefe-regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto, disse que a defesa do Pool ainda está sendo analisada tecnicamente e que será encaminhada para o departamento jurídico. ''Mas, devido à dimensão do crime ambiental, é incoerente se esperar redução ou anulação da multa'', defendeu. Neto também citou que ''substâncias cancerígenas, como benzeno'', encontradas no diesel, poderão acarretar graves consequências para a população ribeirinha que consumiu da água contaminada, o que demonstra a gravidade do problema.

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