Pontos sem cobertura complicam vida de usuário
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quinta-feira, 06 de maio de 2004
Silvana Leão<br>Reportagem Local 
A chuva torna ainda mais complicada a vida de quem depende do transporte coletivo em Londrina. A quantidade de pontos sem cobertura faz muita gente chegar em casa ou nos locais de trabalho com as roupas encharcadas. Segundo a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), a cidade possui aproximadamente três mil pontos. Destes, a Companhia informa que apenas 500 não possuem proteção são os chamados pontos ''palitos''. Mas em algumas regiões da cidade, principalmente nos bairros, é visível a hegemonia dos pontos que se resumem a um pequeno poste fixado na calçada.
''Já tomei muita chuva esperando ônibus. Ontem (anteontem) mesmo foi um dia em que cheguei em casa toda molhada. Tem hora que a gente já está atrasada mas tem que ficar esperando a chuva passar em outro lugar, para depois ir para o ponto. É horrível'', desabafou a cozinheira Helena dos Santos Silva, que ontem esperava na Rua Quintino Bocaiúva (Área Central), de sombrinha na mão, o coletivo que a levaria para casa no final da tarde.
Histórias semelhantes à de Helena são muito comuns entre a parcela da população que depende do transporte coletivo no dia-a-dia. ''Já teve dia em que cheguei na escola onde dou aula tão molhada que tive que me enrolar numa toalha e colocar minha roupa na secadora da lavanderia. É comum termos que fazer isso também com os alunos. Por sorte temos esta secadora lá'', contou a professora Lourides Francisconi.
Já a dona-de-casa Iolanda Santos e Silva lembra um outro problema de alguns pontos sem cobertura: a sujeira feita pelos pombos. ''É uma vergonha. Além de ficarmos sujeitos a tomar chuva, temos que pisar nesta sujeira toda e, o que é pior, corremos o risco de sairmos 'carimbados''', disse, referindo-se às fezes dos pássaros que tomam conta da Avenida Rio de Janeiro, em frente à Praça Marechal Floriano Peixoto (Área Central).
A diretora de Operações e Transporte da CMTU, Rosemeire Suzuki Lima, informou que as empresas que operam o transporte coletivo em Londrina deverão iniciar no mês que vem a instalação dos novos abrigos nas diversas regiões. Em agosto do ano passado, a CMTU chegou a anunciar a construção dos abrigos pelo município, mas a licitação do transporte coletivo determinou que as empresas serão as responsáveis pela sua implantação.
Segundo Rosemeire, a Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e a Francovig deverão instalar aproximadamente mil novos pontos. De acordo com informações fornecidas pelas assessorias de imprensa das empresas, porém, o número determinado é de 640. A TCGL será responsável pela implantação de 355 abrigos, sendo 40 deles com características especiais como tamanho maior e instalação de informativos sobre as linhas e horários que ficarão nos chamados pontos de integração.
Já a Francovig informou que instalará 245 abrigos comuns e 40 abrigos especiais. A assessoria da empresa também divulgou que recebeu anteontem os modelos que deverão ser seguidos nos pontos de integração. O prazo para a entrega dos novos abrigos é de seis meses.


