Pontos repletos de publicidade ilegal
Londrina - Cartazes ilegais continuam sendo afixados pela cidade afora por empresas ou prestadores de serviços de várias naturezas, ignorando a Lei nº 10.966/2010, a Lei Cidade Limpa. Os postes, pontos de ônibus, totens, semáforos, centrais telefônicas e outros mobiliários públicos acabam se tornando suporte para anunciar excursões de ônibus, tatuagens, piercings, formatação de computadores, recrutamento de mão de obra, como conseguir indenização pelo seguro DPVAT, serviços de mototáxi, vagas em pensionatos, trabalhos espirituais e búzios, eventos culturais e mensagens de ativistas de causas como o uso de bicicletas, veganismo e políticas.
Mas qual a eficácia desse tipo de anúncio? Todas as 20 pessoas ouvidas pela reportagem disseram nunca terem contratado um serviço anunciado dessa forma. "Esse tipo de anúncio não me chama a atenção; não é bonito e polui a cidade. A prefeitura deveria fazer uma campanha de conscientização para orientar as pessoas a não fazer isso", afirmou a estudante de Jornalismo Gabriela Spinassi.
A estagiária Maiara Murakami observou que esse tipo de publicidade não lhe atrai, pois geralmente são serviços que exigem indicação. "Eu não contrato serviços de pessoas que não conheço ou que não foram indicadas", disse, ressaltando que o poder público deveria aplicar multas para coibir esse ato.
"Essas empresas só passam a respeitar a lei quando mexem no bolso delas. Esses cartazes possuem o telefone de contato. É só aplicar a lei", cobrou.
Segundo o coordenador de Fiscalização de Posturas e Comunicação Visual da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Rafael Borges Ribeiro, até junho deste ano foram registrados 149 autos de infração relacionados à exploração de publicidade de maneira irregular. "Cerca de 90% destas autuações estão relacionadas à publicidade temporária", destacou.
Para comparar, em 2013 foram registrados 169 autos de infração durante o ano inteiro. Questionado sobre esse aumento proporcional das autuações, Borges destacou que isso se deve ao aumento do número de fiscais. "No ano passado tínhamos apenas dois fiscais para fiscalizar a cidade inteira. Este ano estamos com 16 fiscais para realizar o serviço", justificou. (V.O.)





