As polícias Civil e Militar preferem não indicar os locais mais perigosos para se frequentar durante o período noturno. Os policiais consideram que isso poderia trazer duas consequências ruins: estigmatizar os moradores daqueles lugares e ‘‘espantar’’ os ladrões e assaltantes para outras regiões, facilitando a fuga deles das operações de investigação e repressão que já estão em desenvolvimento.
Os registros de ocorrências pelas duas polícias ao longo dos últimos meses, no entanto, servem para montar um mapa com o pontos mais inseguros e perigosos da Cidade.
Dados do relatório de atendimentos da Polícia Militar (PM) mostram que os marginais são muitos e atacam em todas as regiões. De janeiro a agosto deste ano, foram registradas 1.665 ocorrências na região sul, 2.125 no centro, 2.414 na região oeste, 3.365 na norte, e 3.877 na leste.
A maior parte dos crimes é contra o patrimônio - roubos de casas com arrombamentos, de automóveis -, com um total de 5.198 casos. Os assaltos a mão armada - crimes contra a pessoa - foram 840.
A PM realizou 3.096 detenções naqueles oito meses. Do total, 82 delas foram referentes ao consumo e tráfico de tóxicos.
No tocante a roubos, assaltos e agressões, os locais de maior incidência estão no centro ou nas proximidades da região central da Cidade. Os principais são: estacionamento atrás do Fórum e da Prefeitura; rua sem saída ao lado da pista de cooper do lago Igapó 1; ruas que circundam o Zerão; parte da rua Piauí que corta o Bosque-Zerinho; praça Marechal Floriano (ao lado da Catedral); praça Rocha Pombo (entre a antiga rodoviária e o Terminal Urbano); avenida Duque de Caxias (entre os cruzamentos com a avenida Leste-Oeste e rua Maranhão, nas proximidades da antiga Cadeia da Sergipe); vizinhança da Rodoviária e do estádio VGD; estacionamento do Estádio do Café; e semáforos da avenida Tiradentes.
Estes são, de acordo com o registro de ocorrências e relatos de vítimas - muitas das quais sequer deram queixa na polícia por razões pessoais -, os pontos críticos no tocante à insegurança noturna e à possibilidade de se tornar alvo de crimes contra a pessoa em Londrina.

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