Pontos de ônibus cobertos são instalados
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segunda-feira, 20 de abril de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público e a Prefeitura de Londrina vem promovendo a implantação de coberturas em 200 pontos de ônibus que eram do tipo palito, modelo que consistia simplesmente em um caibro pintado. Além da cobertura, os novos pontos de ônibus também terão bancos. As obras começaram há um mês e os novos mobiliários urbanos já têm provocado reações positivas por parte dos usuários, que precisavam lidar com as intempéries munidos apenas com seus guarda-chuvas ou sombrinhas.
As obras começaram na semana passada e contemplaram até agora 14 locais, nas ruas Goiás, Pará e Guaporé e na Avenida Theodoro Victorelli, entre outros. Os demais locais em que o equipamento será implantado serão divulgados posteriormente.
A substituição ajudará pessoas como Ilma Viana Gaspar, de 70 anos, moradora do Jardim Interlagos (zona leste). Ela conta que mora no bairro há 40 anos e desde então esperava por essa melhoria. "É muito desconfortável ficar em um ponto de ônibus sem cobertura. Todo ponto deveria ser assim", cobrou. Moradora da Rua dos Abacateiros, ela conta que já ficou com a roupa encharcada pela chuva inúmeras vezes. "Eu dependo da minha sombrinha, mas quando a chuva é forte e temos que chegar no horário a um compromisso, a sombrinha não consegue dar conta e a roupa fica toda molhada", relatou. Ela destacou que o quadro se repete em vários pontos do Jardim Marabá (zona leste).
No último levantamento fornecido pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) o município contava com 2.591 pontos de ônibus, dos quais 208 deles sem cobertura. Segundo o gerente de transportes da CMTU, Wilson de Jesus, existem locais em que há impossibilidade técnica para realizar essa substituição. Algumas calçadas possuem apenas 1,5 metro de largura e não é possível fazer essa substituição. Em outros locais, em que há casas geminadas, cujos portões ficam um ao lado do outro, a implantação de pontos de ônibus cobertos e com bancos também não seria viável, por provocar o impedimento da passagem dos veículos para as garagens. O prazo para a implantação dos pontos será de 90 ou 100 dias. "O Ministério Público nos concedeu uma prorrogação do prazo para a implantação destes pontos de ônibus, que tinha vencido no final de janeiro. Eles entenderam que existe a questão do tempo necessário para a fabricação e a sua implantação", afirmou.
O problema dessa falta de cobertura atinge principalmente os bairros mais novos ou aqueles pouco populosos. Os locais que tiveram seus itinerários modificados e áreas rurais da cidade também sofrem com isso.
De acordo com o promotor Miguel Sogaiar, que responde pela Defesa do Consumidor e do Idoso, o compromisso firmado entre o MP e a Prefeitura melhorará as condições para os usuários de transporte coletivo. "É o que preconiza o Código de Defesa do Consumidor. Sem dúvida é um avanço. É preciso que o consumidor receba um serviço adequado e eficiente", afirmou. Ele destacou que a cobrança não ficará apenas nisso. "Nós temos a questão que assola os terminais, que precisam receber melhorias, como por exemplo o Terminal Central. Também pediremos o aumento de linhas para que os ônibus não circulem com excesso de passageiros. O Ministério Público está atento a todas essas questões para melhorar ainda mais os serviços prestados aos cidadãos", afirmou.
O estudante Gustavo Oyama, de 21 anos, foi um dos que usufruíram do novo ponto de ônibus coberto, na esquina da Avenida Theodoro Victorelli com a Dez de Dezembro. Para ele, a implantação da nova cobertura foi boa, mesmo que ao lado já existisse uma, de um modelo mais antigo. "No horário em que todos saem do trabalho no shopping muitas pessoas ficam aqui no ponto e quando chove uma cobertura só não era suficiente e tínhamos que nos refugiar sob uma marquise de uma loja ao lado", expôs. Além disso ele apontou que o banco será muito útil aos idosos que frequentam ali. "Nessa questão ficou ótimo", apontou.
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O projeto de licitação para novos pontos de ônibus para a exploração de publicidade, que estava previsto para ser implantado no primeiro trimestre deste ano, está sendo revisado para ser reenviado à Procuradoria Geral do Município e à Câmara Municipal. A lei prevê abrigos de ônibus com ponto de luz a cada 400 metros e mobiliários urbanos para informação (Mupi) com 1,20 metro de largura, 1,8 metro de altura, sustentado por uma base de 40 centímetros de altura. Ele estaria integrado ao projeto Boa Praça, que prevê que canteiros centrais, placas de ruas, rotatórias, lixeiras, bancos, lixeiras e floreiras seriam construídos e mantidos por empresas privadas em troca da veiculação de propaganda. "A minuta será enviada até sexta-feira à Secretaria de Governo e será analisado pela procuradoria para ser reenviada à Câmara", destacou Wilson de Jesus.


