Avenidas e ruas de grande movimento, consideradas pontos críticos em relação ao número de acidentes e mortes, terão radares de velocidade instalados em sistema de rodízio. O processo de licitação, que já foi aberto pela prefeitura, prevê a locação de 46 aparelhos, que deverão ser instalados nas avenidas Tiradentes, Wiston Churchil, Colômbia, Castelo Branco, Maringá e ruas como Bolívia, Bahia, entre outras, totalizando 92 pontos. A seleção dessas vias foi feita com base em uma pesquisa em todas as regiões da cidade.
Esta é a segunda vez que a administração tenta instalar o sistema em Londrina. Há um ano, o Ministério Público (MP) conseguiu que a Justiça proibisse a finalização do processo de escolha da empresa, alegando que a administração não tem poder de polícia para fiscalizar a velocidade de veículos.
De acordo com o diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Álvaro Grotti, a previsão é que ainda neste ano nove equipamentos já estejam funcionando. Além de registrar a velocidade dos veículos, os radores vão fornecer dados em tempo real de veículos com problemas IPVA, licenciamento, clonagem, entre outros.
''Será uma forma de reduzir os acidentes e evitar as mortes, a exemplo do que já acontece em cidades como Maringá e Curitiba. Em Londrina, dos 450 acidentes por mês, cerca de 70% acontecem por causa da imprudência de motoristas. Com os radares, esses motoristas terão que mudar de comportamento'', prevê o diretor da CMTU.
Grotti afirma que os radares vão ''educar'' os motoristas que costumam cometer infrações. Questionado sobre as reclamações e críticas que que os radares poderão gerar em função das multas, ele comentou que ''o bom motorista, aquele que respeita os sinais de trânsito, não vai sentir diferença''. E complementou: ''Radar não é multa, é uma velocidade regulamentada por lei. O motorista que obedecer a sinalização não será multado''.
Nas ruas onde serão instalados os radares, as opiniões de motoristas se dividem. Alguns, como o torneiro mecânico Valdecir Lessa, afirmam que a instalação do equipamento é um gasto desnecessário. ''Para que os radares? É preciso conscientizar os motoristas. As câmeras vão servir apenas para multar'', afirma. Já o motorista Gonçalo Junqueira Santos considera a iniciativa boa. ''É importante ter as regras. Vai ajudar a evitar os acidentes''.
Pelo edital de licitação, a empresa vencedora deverá fornecer, além das câmeras, uma central de processamento dos dados, que será operada pela CMTU. O custo mensal dos equipamentos é de R$ 347.700, cerca de R$ 3 mil cada um. O custo mensal da central será de R$ 22.749,76.

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