Curitiba

Albari RosaApertoEstreitamento da rua por causa de estação-tubo, aliado à instalação de um ponto de táxi, provoca engarrafamentos nos horários de picoUm ponto de táxi instalado na Avenida Sete de Setembro, ao longo da Praça Oswaldo Cruz, nas proximidades do Shopping Curitiba, está congestionando o trânsito no local, provocando engarrafamentos todas as tardes. Os taxistas foram transferidos da frente da praça, na Rua Brigadeiro Franco, para a avenida lateral, sob a alegação de perigo de atropelamento em frente ao shopping.
A coordenação viária do Ippuc reconhece o transtorno e define até o início da próxima semana para onde será transferido o ponto. Depois de várias reuniões entre os taxistas, técnicos da Urbs e do Ippuc, as alternativas apontam para a Rua Brigadeiro Franco, bastando decidir em qual calçada - na face do shopping ou na face da praça - o novo ponto vai ser instalado.
Os congestionamentos acontecem naquela quadra da Sete de Setembro não só por causa do ponto de táxi mas também pela existência de uma estação-tubo para ônibus biarticulados. ‘‘Nos horários de tráfego mais intenso, como no final da tarde, esse trecho fica completamente engarrafado por causa do afunilamento da via’’, explica o motorista de táxi Antônio Altamiro Franco da Silva. ‘‘Realmente, a situação nesse trecho é delicada’’, reconhece o coordenador de circulação viária do Ippuc, Elói Silvestre Kockanny. ‘‘Estamos avaliando as vantagens e desvantagens das opções para decidir qual o melhor local para o ponto de táxi, sempre priorizando os usuários’’.
Os estudos da mudança levam em conta a segurança de embarque e desembarque dos passageiros, dificuldade de os veículos cruzarem o fluxo de trânsito e extensão do trajeto que os taxistas devem percorrer para ir em direção ao Centro da cidade.
O ponto tem espaço para 15 táxis estacionarem e segundo os taxistas é o melhor lugar para trabalhar em Curitiba. ‘‘O movimento é grande, mas os passageiros não têm nem uma cobertura para ficar em dias de chuva. Além disso, o ponto também não tem um telefone para receber chamadas’’, reclama o taxista Orestes Bida, que também trabalha no ponto.
Para convencer os técnicos do Ippuc da necessidade de mudança, os taxistas estão organizando um abaixo-assinado para levar ao prefeito Cássio Taniguchi. ‘‘Queremos reunir 2 mil assinaturas’’, disseram.
Eles reconhecem as dificuldades mas garantem que o melhor lugar para o novo ponto é na calçada da Rua Brigadeiro Franco ao longo da praça. ‘‘Só é preciso pintar uma faixa de segurança alertando os motoristas para a travessia de pedestres. De qualquer forma as duas esquinas ficam próximas e não deve haver dificuldades para os usuários atravessarem nos sinais’’, sugere Franco da Silva.

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