Operários trabalham na construção das vigas de sustentação da ponte sobre o Ribeirão Cafezal
Operários trabalham na construção das vigas de sustentação da ponte sobre o Ribeirão Cafezal | Foto: Ricardo Chicarelli



A ponte sobre o Ribeirão Cafezal, na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano (zona sul de Londrina), começou a ser reconstruída. Esta é a primeira obra de um pacote que prevê a reconstrução de dez pontes destruídas pelas chuvas de janeiro e o prazo de conclusão do projeto é de 135 dias. Na semana passada, o prefeito Alexandre Kireeff assinou a ordem de serviço para o início das obras e a expectativa é que todas elas estejam prontas até março de 2017. No total, serão investidos R$ 5.860.760,00, repassados ao município pelo governo federal.
As obras foram divididas em dez lotes e três empresas venceram a licitação que utilizou a modalidade Regime Diferenciado de Contratação (RDC). Seis lotes ficaram com o Consórcio 4S Engenharia e Serviços Ltda. ME e V Quattro Engenharia EPP, de São Paulo, a Fair Play Construções Civis – Eireli ME, de Londrina, será responsável pela execução de três lotes e o último lote, a reconstrução da ponte da Rodovia Mábio Palhano, ficou com a Ivano Abdo Construções e Incorporações Ltda., de Curitiba.
Para refazer a estrutura sobre o Ribeirão Cafezal, serão investidos R$ 1.327.800,00. A ponte anterior, que custou R$ 750 mil, havia sido inaugurada em dezembro e menos de um mês após ser liberada para o tráfego de veículos foi levada pela chuva no dia 11 de janeiro. Desde então, a antiga ponte voltou a ser utilizada para o trânsito de motoristas em dois sentidos. "A ponte é super necessária porque fica perigoso passar pela ponte em pista simples. Mas é preciso fazer uma nova ponte bem estruturada. Se for fazer nos mesmos moldes da anterior, que caiu, não vai aguentar novas chuvas", opinou o segurança Olavo Soriani Filho.
Morador de Arapongas (Região Metropolitana de Londrina), o agricultor Vanderlei Braun utiliza a Rodovia Mábio Gonçalves Palhano sempre que precisa vir a Londrina. Como está acostumado a trafegar pela região, já se habituou aos desvios feitos após a queda da ponte, mas acredita que o trecho oferece riscos aos motoristas que utilizam a via esporadicamente. "As pessoas vêm em pista dupla e, quando chega na ponte, vira pista simples. Se o motorista não prestar atenção, pode se envolver em um acidente. E nos horários de pico o trânsito fica bem intenso na ponte."
Nesta terça-feira (8), operários da empresa responsável pela obra trabalhavam no local construindo as vigas de sustentação da nova ponte. Por contrato, a obra deve ser entregue em um prazo de até 135 dias.
Segundo o secretário municipal de Obras, Walmir Matos, outras obras deverão ser executadas simultaneamente. O próximo projeto a iniciado é o de reconstrução da ponte sobre o Rio Taquara, na estrada que liga o Distrito de Paiquerê ao Patrimônio Guairacá. Desde o início de março, a ligação entre as duas localidades é feita por uma ponte móvel instalada provisoriamente pelo Exército Brasileiro. "Para a ponte de Guairacá, os projetos estão sendo feitos, mas a obra deve começar em breve. Teoricamente, todas as dez obras devem estar prontas em março", afirmou o secretário. A nova ponte entre Paiquerê e Guairacá é a mais cara das dez obras prevista no pacote e está orçada em R$ 1.705.240,00. O projeto será executado pelo Consórcio 4S.

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