Pontes do Igapó agora são alvo de roubos
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quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Técnicos da Secretaria Municipal de Obras vistoriaram na manhã de ontem as pontes de madeira utilizadas pelos frequentadores do Lago Igapó II (Zona Sul de Londrina), e constataram que as porcas de ferro que fixam os parafusos responsáveis pela fixação das vigas estão sendo roubadas. Segundo levantamento da equipe, faltam 150 porcas, que começarão a ser repostas hoje.
O diretor de Obras da secretaria, Antonio Ursi, afirmou que a segurança das pontes não foi comprometida, porque os parafusos, embutidos na madeira, não foram retirados. Mesmo assim, os técnicos tomarão um cuidado extra daqui para a frente. ''Vamos martelar na ponta do parafuso para evitar que as porcas sejam roubadas.''
Na tarde do último domingo o empresário Sebastião Vaz presenciou o roubo destas peças por dois adolescentes. Ele chegou a abordar a dupla, mas, temendo uma agressão, afastou-se. Ao voltar minutos mais tarde, viu que as porcas haviam sido retiradas.
''Fico me perguntando se tiram mesmo para vender ou se o objetivo não seria causar um acidente, com a queda da ponte. É uma pena, porque aquele é um lugar tão bonito, frequentado por tanta gente'', diz o empresário. Para Vaz, o cartão postal da cidade é vítima de uma preocupante falta de educação. ''Antigamente havia várias placas, lâmpadas, foram tirando tudo...''
O secretário municipal de Gestão Pública, Jacks Dias, informou que não há intenção de contratar serviços de vigilância para os espaços públicos abertos. ''No ano passado nós contratamos um novo modelo de segurança e vigilância armada para os parques Arthur Thomas e Daisako Ikeda (ambos na Zona Sul). Nos parques abertos, contamos com a ocupação urbana e com a maior presença da comunidade para evitar a ação dos vândalos e ladrões'', argumentou Dias.
O secretário disse ainda que o município pretende continuar usando de criatividade para resolver alguns problemas, como por exemplo o uso de caixas de concreto para colocação da fiação elétrica no próprio Lago Igapó, evitando os constantes roubos de fios. ''Precisamos criar mecanismos de proteção ao patrimônio público. Uma saída pode ser soldar os parafusos e impedir a sua retirada'', sugeriu.


