Dorico da SilvaPinguelaPassagem improvisada pelos moradores para escoarem produção: material para nova ponte chega hojeUma nova ponte sobre o ribeirão Três Bocas (na zona sul) começa a ser construída hoje. A informação é do secretário de Obras de Londrina, José Righi de Oliveira. A ponte será pré-moldada e vai substituir a que caiu dia 1º em função das chuvas. O material sai hoje de manhã de Ponta Grossa, chegando à Cidade no começo da tarde. Segundo o secretário, se tudo transcorrer normalmente, em 20 dias a população do local já poderá utilizar da nova passagem.
O material utilizado na nova ponte será ‘‘concreto protendido’’, de alta resistência e ideal para ocupar grandes vãos - não vai haver mais pilastra, como na ponte antiga. Righi informa que a Prefeitura não gastou um só centavo para obtenção do material: ele foi doado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER) através de pedido feito pela vice-governadora Emília Belinati. A prefeitura só vai arcar com os custos da montagem e do concreto utilizado na parte de acabamento.
‘‘Uma ponte tradicional custaria ao Município entre R$ 60 mil e R$ 80 mil, além da demora, que poderia chegar até 90 dias para ser construída. Nessa poderá circular veículos de até 60 toneladas. Nunca mais vai haver problemas’’, assegurou o secretário.
Na semana passada, com ajuda dos próprios moradores da região, a Prefeitura improvisou uma ‘‘pinguela’’ no trecho da ponte que caiu, com quatro troncos de eucalipto doados pela Copel. O trabalho foi feito, segundo Righi, para que a população local pudesse transitar de um lado para o outro da ponte, enquanto a solução definitiva para o problema não era feita, e também para escoamento da produção agrícola.
‘‘Estava feio antes. A gente ficou preso do outro lado e por isso eu até perdi consultas no médico. Agora melhorou um pouco a situação’’, diz o lavrador Getúlio Felipe de Paula. A ponte foi construída há sete anos e tinha cerca de 22 metros de extensão. A grande maioria dos moradores da Usina Três Bocas utilizava a passagem para levar produtos agrícolas para a Cidade, entre eles batata, milho, cará e soja. Depois que a ponte caiu, a produção passou a ser levada por outro caminho, através da localidade de Limoeiro, aumentando a distância em mais de 10 quilômetros.
Terça-feira à tarde, muita gente aproveitou o feriado de Carnaval para ir pescar ou tomar sol ao lado da Usina. Sem muito cuidado, as pessoas arriscavam a vida não só nadando perto da barragem como também passando sobre a ‘‘pinguela’’ com duas ou mais motocicletas ao mesmo tempo. Uma outra pilastra, que sustenta parte da ponte que não caiu, continuava em pé, mas com uma grande rachadura. Segundo o secretário, a partir de hoje esse problema não vai mais existir.

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