Ponte sobre o Tibagi mata mais dois
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 1998
Giovani Ferreira 
Albari RosaRotinaMilitares do Corpo de Bombeiros tiveram dificuldade para retirar do rio o caminhão Ford F-600, placas ADY-1449, de Ponta Grossa, que ia para CuritibaA ponte sobre o Rio Tibagi, no quilômetro 530 da BR-376, entre Ponta Grossa e Curitiba, fez ontem mais duas vítimas. Em pouco mais de dois meses, já são nove as vítimas fatais de acidentes ocorridos na ponte, considerada o ponto mais perigoso dessa rodovia.
O acidente aconteceu por volta das 14h30, envolvendo um caminhão Ford F-600, placas ADY-1449, de Ponta Grossa, que ia para Curitiba. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual, a causa do acidente pode ter sido uma falha mecânica do caminhão.
Outra hipótese levantada é de que o motorista, Valmir Vieira da Rosa, de 52 anos, que morreu no local do acidente, tenha perdido o controle do caminhão ao entrar na ponte, que tem o acesso em curva. O caminhão caiu de uma altura de aproximadamente 20 metros, entre as duas pontes (de ida e volta) que existem no local.
O caminhão, que viajava com a carroceria vazia, levava outros dois passageiros: Crodoaldo Tebinca, de 25 anos, que morreu entre as ferragens, e um outro homem não identificado, que foi encaminhado em estado grave para um hospital de Ponta Grossa. O acidente foi atendido pela Polícia Rodoviária de Furnas, Corpo de Bombeiros e por uma equipe de socorristas do Siate de Ponta Grossa.
Os acidentes na ponte sobre o Rio Tibagi sempre são sinônimos de tragédia. O último deles, ocorrido no final de janeiro, terminou com a morte de quatro pessoas, sendo três da mesma família. Um Santana caiu de uma altura de aproximadamente 60 metros, matando todos os seus ocupantes, entre os quais duas adolescentes, de 15 e 16 anos. O corpo de Rafaeli Tesch, 15 anos, carregado pela correnteza, só foi encontrado três dias depois.
Em dezembro do ano passado três pessoas de Maringá, também de uma mesma família, morreram em um acidente nesse mesmo local. Nesse caso a tragédia só não foi maior porque um segundo veículo, que também envolveu-se no acidente, ficou pendurado sobre a mureta da proteção da ponte, que pela está praticamente destruída.
A Construtora Rodonorte, que está trabalhando na recuperação das pistas da BR-376, no trecho entre Ponta Grossa e Curitiba, reforçou a sinalização no local recentemente, com placas de advertência, sonorizadores e a limpeza das margens, para facilitar a visibilidade.
De acordo com Marcos Lombello, presidente da Rodonorte, todas as providências que podiam ser tomadas neste primeiro momento para garantir maior segurança na ponte, já foram efetivadas. Ele explicou que a ponte é muito antiga e que a solução defitiva é a construção de uma nova. Segundo Lombello, a imprudência de motoristas agrava os riscos. O projeto da ponte é imcompatível com carros em alta velocidade, disse.


