Ponte ligará 4 bairros à UEL
Osmani Costa
Josoé de CarvalhoPor cimaObras no fundo de vale onde nasce o Igapó: secretário garante que não haverá impacto ambientalEstranhamente não houve lançamento festivo, assinatura da ordem de serviço, foguetório e nem discursos das autoridades municipais. Mas os operários e máquinas da Construtora Hum iniciaram, em março, as obras para a construção de uma ponte de concreto sobre o ribeirão Cambé, que ligará os bairros Portal de Versalhes, Pinheiros, Tókio e Jamaica à avenida Castelo Branco (zona oeste), que dá acesso ao câmpus da Universidade de Londrina (UEL).
A ponte - antiga reivindicação dos moradores daquela região - facilitará também o acesso à Rodovia Celso Garcia Cid (PR-445), diminuindo em alguns quilômetros o trajeto que atualmente tem que ser feito pela avenida Arthur Thomas (jardim Bandeirantes) ou contornando o lago Igapó 4. A ponte, que consumirá 180 metros cúbicos de concreto, está sendo construída exatamente onde as águas do Cambé começam a se espraiar para formar o Igapó.
Com o custo das obras orçado em R$ 97 mil, a previsão é de que a ponte estará concluída em outubro. Depois de um pequeno desvio no curso natural das águas do córrego, a fase atual é a de realizar perfurações para a definição das estacas e a construção das fundações. ‘‘Depois de pronta a ponte, investiremos mais R$ 70 mil na construção do aterro e pavimentação asfáltica das ruas vizinhas e nas ligações com a avenida Castelo Branco’’, comenta o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira.
Ele garante que as obras da ponte não afetarão de forma negativa o meio ambiente local, que está dentro de um fundo de vale e é área de preservação permanente. ‘‘Solicitamos e tivemos a ajuda da Autarquia do Meio Ambiente e do Instituto Ambiental do Paraná, que fizeram para nós um aprofundado estudo sobre o impacto ambiental da obra. Felizmente, ela não acarretará problemas para o meio ambiente.’’
Inicialmente, a ponte estava projetada para ser construída algumas dezenas de metros mais acima, proporcionando, com a transposição do ribeirão Cambé, uma ligação direta com a rotatória da avenida Castelo Branco. Esta proposta foi substituída, segundo o secretário, por causa do alto custo das obras. No local do projeto original, o vão entre as duas margens é bastante mais largo, o que encareceria a construção. Righi adianta que, no próximo ano, a avenida Castelo Branco - pela qual passam diariamente milhares de automóveis - será duplicada, facilitando ainda mais o acesso à UEL.

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