Ponte inacabada coloca em risco moradores da Zona Oeste
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terça-feira, 23 de novembro de 2004
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Coragem e equilíbrio. Estas qualidades estão obrigatoriamente fazendo parte da rotina dos moradores da região do Lago Igapó 4 há quase um mês, desde a queda de uma ponte de madeira que ligava os jardins Universitário e Hedy (Zona Oeste). Uma pinguela foi improvisada no local e a travessia hoje é um risco para os pedestres, que preferem evitar volta de pelo menos um quilômetro ao redor do lago. Outra ponte igual está sendo construída para transposição do trecho.
''O dia em que estiver molhado, isto aqui vai ficar bem perigoso. Principalmente para as crianças, já que não tem nem corrimão'', avaliou o pintor João Willian Toniato, 23 anos. Ele contou que uma mulher caiu da pinguela no último fim de semana e escapou de ferimentos por ter sido resgatada rapidamente por um parente. O entregador Jorge Augusto de Souto, 20, disse que o perigo é maior porque a estrutura não seria firme e balança bastante. ''Agora, sem ter onde segurar, não dá para ter firmeza nenhuma.''
O desconforto dos habitantes da área, no entanto, ainda não tem data para terminar. Uma equipe da Secretaria Municipal de Obras está trabalhando na reconstrução da ponte. O tempo consumido para compra de material está atrasando a conclusão da obra, que pode demorar até duas semanas. Segundo o engenheiro do órgão, Otávio Taccola Neto, a forte chuva, aliada ao acúmulo de sujeira na tela de proteção, forçaram a estrutura e derrubaram a ponte antiga. ''(A ponte) Será construída exatamente nos mesmos moldes, com vigas de eucalipto e piso com pranchões de madeira'', explicou.
A limpeza do complexo Igapó é responsabilidade da empresa Visatec Construções e Empreendimentos, terceirizada pela administração municipal. As equipes fazem a retirada de igarapés e sujeira da superfície dos lagos 1 a 4. De acordo com a gerente de contratos Karina Alves, dois barcos fazem o trabalho diariamente. ''O problema é que a chuva traz muita sujeira, que fica presa em parte na tela e também se espalha pelo lago'', declarou.
Jovens que pescam no local disseram que os funcionários municipais ficam pouco tempo na obra. Taccola informou que as equipes responsáveis pela reconstrução trabalham na obra principalmente no período da manhã. Enquanto a ponte não é refeita, a solução para os moradores é arriscar-se como malabaristas na precária pinguela.


