Ponte finalmente deverá ser duplicada
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sexta-feira, 03 de outubro de 1997
Luciane Tonon Bandeirantes 
Arquivo FolhaApertadoEm época de safra, inclusive o do corte de cana, caminhões que transportam a produção ocasionam filas Engenheiros da Companhia Energética de São Paulo (CESP) vão iniciar em 60 dias as obras de duplicação da Ponte sobre o Rio Cinzas, que liga Itambaracá a Bandeirantes (46 quilômetros a leste de Cornélio Procópio). A informação é do prefeito de Itambaracá, Servilho Cherubin Filho (sem partido), que esteve reunido esta semana com representantes da CESP. A obra está orçada em R$ 870 mil.
A informação também foi confirmada ontem em Bandeirantes pelo secretário da Agricultura do Paraná, Hermas Brandão, durante encontro que reuniu líderes da cotonicultura regional. Para o secretário, a ponte é uma necessidade emergencial devido ao fluxo de veículos que passam pelo local. Cerca de 1,3 mil carros atravessam a ponte por dia.
O projeto de duplicação é reivindicado desde 1970. A ponte, popularmente conhecida como a ponte da vergonha, tem 160 metros de comprimento e 4,5 metros de largura, o suficiente para a passagem de somente um veículo por vez. Maquinários e implementos agrícolas têm que ser desmontados para atravessar o trecho.
Segundo o prefeito, em épocas de safra não se pode ter pressa para passar na ponte, que chega a acumular dezenas de caminhões na fila de espera. O beiral de segurança não existe mais, porque as colheitadeiras que arriscam a passagem acabam quebrando as colunas de segurança, disse o prefeito.
Ele disse ainda que a construção ocorreu em 1950 e na época os engenheiros não pensaram no desenvolvimento dos municípios ligados pela ponte. Segundo Cherubim, várias administrações municipais participaram do movimento pedindo a duplicação, mas só em 1995 foi descoberto que o projeto, elaborado há anos, não estava protocolado na Secretaria de Transportes do Estado.
A ponte já serviu de cerco para sequestro por duas vezes. Em 1994, o empresário Teruo Matsubara foi esperado por assaltantes em uma das extremidades da ponte. Em 95, o empresário Serafin Meneghel Júnior, desconfiado de um bloqueio de assaltantes quando atravessava a ponte, jogou-se no rio pois não tinha como recuar.


