Quase dois meses depois da queda da ponte sobre o Rio Taquara, que ligava o Distrito de Paiquerê ao Patrimônio Guairacá, na zona rural de Londrina, o Exército liberou ontem a ponte provisória. Com 60 metros de comprimento, a estrutura poupa os motoristas de um desvio de 60 quilômetros, mas a estrutura comporta veículos com peso de até 20 toneladas. Caminhões carregados e máquinas agrícolas não podem passar pela ponte.
O administrador de fazenda Vilson Casagrande tem que passar pelo local todos os dias em época de colheita e plantio. "Sem a ponte, tivemos que ‘puxar’ a soja pelo assentamento Eli Vive e depois passar pela pedreira para só então sair na PR-445. Eram 60 quilômetros a mais. Tivemos bastante prejuízo por causa da queda dessa ponte."
Morador de Paiquerê, o produtor rural Sérgio Ricardo Ito tem uma propriedade em Guairacá e a falta da ponte foi um transtorno. "Foi um gasto grande, um desgaste de maquinário. Tínhamos que levar os trabalhadores todos os dias de madrugada e saíamos de lá [propriedade rural] à noite. Mas a gente tem noção de que foi uma tragédia generalizada. Achei até bacana que o Exército veio. Achei que ia demorar mais."

Ponte entre Paiquerê e Guairacá é liberada pelo Exército
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A ponte provisória foi montada por militares do 5º Batalhão de Engenharia de Combate Blindado, base do Exército instalada em Porto União (SC). O subcomandante da missão, tenente Marcone Chaves da Silva Júnior, criticou o trabalho feito pela Prefeitura de Londrina. "A prefeitura não fez várias coisas que deveria ter feito e o que fez, fez errado." O aterro e a iluminação, segundo o militar, não foram feitos e a estabilização do solo teria sido feita de forma incorreta. O canteiro, disse o tenente, também ficou muito estreito e terá de ser refeito.
O secretário municipal de Obras, Walmir Matos, disse que todo o trabalho feito pela prefeitura teve a orientação de um engenheiro civil do Exército. "Fizemos exatamente o que o engenheiro civil determinou. A iluminação é uma demanda nova", afirmou o secretário.
Sobre a construção da ponte definitiva, Mattos informou que a prefeitura trabalha no projeto e busca recursos, que podem vir do governo estadual ou do governo federal, mas ainda não há prazo para o início da obra, orçada em cerca de R$ 2,5 milhões. "Se for preciso contrapartida da prefeitura, ainda teremos que buscar", disse Matos.
A ponte de concreto de 77 metros de comprimento que havia antes sobre o Rio Taquara ruiu com as fortes chuvas que caíram na cidade em 11 de janeiro. No dia 26 daquele mês, o Exército instalou uma balsa inflável de 15 toneladas, utilizada apenas para transportar o material necessário para a construção da ponte provisória, para a travessia dos moradores em situação de emergência e de viaturas do Siate ou da polícia.

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