Ponte do Igapó está quebrada desde 2011
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segunda-feira, 09 de setembro de 2013
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
Londrina - Uma ponte localizada no Lago Igapó 4, que deveria ligar os jardins Hedy, Sumaré e Champagnat ao Parque Universitário e ao Central Park Residence, na zona oeste de Londrina, está quebrada desde outubro de 2011, dia em que caiu uma chuva forte e que a arrastou por alguns metros. As partes danificadas da ponte para pedestres permanecem no gramado.
O advogado Márcio Lúcio de Souza organizou um abaixo-assinado entre os moradores das redondezas a fim de pressionar a administração pública para restaurar a ponte. "Existem muitas pessoas que realizavam caminhadas e passavam pela ponte. Os trabalhadores e estudantes também faziam a travessia por ela. Já são quase dois anos que a ponte está quebrada e já entrei em contato com a Secretaria de Obras, mas nenhuma providência foi tomada", criticou o advogado, informando que a lista já tem cerca de 100 nomes.
O problema tem afetado a garapeira Rosângela de Medeiros, que perdeu os clientes da região do Parque Universitário. "As pessoas têm preguiça de dar a volta. A ponte está jogada no gramado e está sendo destruída. A gestão anterior havia prometido uma série de melhorias para a gente e nem a ponte eles consertaram", reclamou.
A dona de casa Lenir dos Santos Marcelino mora há 13 anos na região diz que a ponte faz muita falta. Ela destacou que sempre transitava para o outro lado para passear, mas agora precisa se arriscar em meio aos carros, já que o acesso é feito pela pista da Avenida Presidente Castelo Branco, onde o tráfego é intenso.
"A prefeitura deveria fazer uma restauração, pois aqui é um parque bonito e as pessoas dos bairros Universitário e Central Park Residence acabam não frequentando porque a ponte caiu", ressaltou o estudante de Engenharia, Átila Pedro Queiroz. "Eu acho isso um descaso, pois essa ponte sempre foi muito útil. Ainda dá para recuperar parte da ponte que estragou", acrescentou o funcionário de um supermercado, Joel Fernandes dos Reis, que sempre frequenta o espaço com a família.
Insegurança
A situação das pontes próximas ao aterro do Lago Igapó, na zona oeste de Londrina, onde há quadras de vôlei de praia e campos de futebol e de rúgbi, também é precária. Das três pontes localizadas próximo à Rua Professor Joaquim de Matos Barreto, uma está sem corrimão, com muitas tábuas soltas e vãos entre elas, clocando em risco principalmente as crianças.
O empresário Nilton Alexander da Silva foi com a esposa, um casal de amigos e os filhos fazer um piquenique na área. O fato de sua filha de cinco anos circular o tempo todo pela ponte preocupava. "Eu sinto insegurança com essa ponte com as madeiras soltas. Tem muita criança que vem aqui. Aqui é um lugar bom e por esse motivo a prefeitura deveria ter um olhar diferente", afirmou. Ele até sugeriu que a prefeitura instalasse banheiros no local.
O advogado e jogador de rúgbi Fernando Marques, confirma a precariedade das pontes. "Nós frequentamos este espaço todos os domingos e temos que passar obrigatoriamente por aqui", explicou. Ele ressaltou também que muitas pessoas fazem o uso indevido e atravessam com motocicleta pela ponte. Mesmo assim, ele cobrou a prefeitura para que se faça a manutenção adequada da travessia, pois ela está com as madeiras soltando.
A reportagem procurou a prefeitura e foi informada que somente o secretário de Obras, Sandro Nóbrega, poderia falar sobre o assunto, mas ele estava viajando e o telefone celular estava desligado ontem à tarde.


