Em julho de 98, a Folha publicou uma reportagem sobre a ponte que estava sendo construída sobre o Ribeirão Cambezinho - acima do Lago Igapó 4, na zona oeste de Londrina - , para facilitar o acesso dos moradores do Jardim Pinheiros, Vila Industrial e Jardim Tókio à Universidade Estadual de Londrina (UEL), e à rodovia Celso Garcia Cid (PR-445), que leva ao Shopping Catuaí, a Cambé e ao Sul do Estado.
Nela, o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, prometia que a ponte estaria concluída em três meses. ‘‘Assim que ela estiver terminada, começam as obras da rotatória da Avenida Castelo Branco com a Rua Aniceto Espiga, que dá acesso ao Hospital de Clínicas e ao câmpus da UEL’’, garantia o secretário.
A ponte, que custou perto de R$ 107 mil, realmente foi concluída por uma empresa privada de construção no prazo combinado. Mas, até hoje ela está lá no meio do Cambezinho, com aspecto de obra abandonada, sem poder ser usada por falta de aterro nos dois lados. ‘‘Nossa equipe está terminando os levantamentos topográficos, para depois abrirmos a licitação para as obras do aterro. Depois, faremos a rotatória do entroncamento com a Castelo Branco’’, comentou José de Oliveira.
Segundo ele, o aterramento das duas cabeçeiras da ponte necessitará de aproximadamente 6 mil caminhões de terra. ‘‘Este trabalho de transporte, colocação e compactação da terra no local poderá demorar até 90 dias. Na melhor das hispóteses, tudo estará pronto até o final do ano’’, afirmou ontem o secretário. Em julho do ano passado, ele disse que a obra estaria concluída em julho deste ano.
José Righi de Oliveira alega que o término das obras da ponte sobre o Igapó foi adiado porque a prioridade da Secretaria de Obras agora é cuidar das estradas rurais do município. ‘‘Vamos aproveitar estes meses de inverno, com menos chuvas, para levar todo nosso maquinário para a zona rural. A ponte do Igapó 4, que é reivindicada pela população daquela região há 20 anos, pode esperar mais alguns meses para ser concluída.’’

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