A ponte do Rio Tibagi, na PR-340, que dá acesso a cidade de Tibagi (101 km ao norte de Ponta Grossa) continua interditada para o tráfego de veículos acima de cinco toneladas. Numa previsão otimistas, a ponte deve ser liberado somente no sábado. A interdição aconteceu no último sábado, por causa de uma rachadura encontrada nas duas vigas de longarina, que apoiam o pilar de sustentação das lajes, no primeiro vão.
A rachadura provocou um desalinhamento na ponte. A parte da pista apoiada no primeiro vão já cedeu seis centímetros. A empresa que ganhou a licitação de emergência feita pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a Via Arte Construções de Obras Ltda. iniciou ontem os trabalhos. O gerente da empresa, Odacir Nunes Cardoso pretende escorar a ponte com perfis metálicos até sábado. Na sequência o trabalho continua sendo feito sem a necessidade de interdição da pista. A previsão é de que em um mês os trabalhos estejam concluídos.
Como alguns caminhoneiros estavam ignorando o alerta de perigo, a Polícia Rodoviária Estadual resolveu fazer plantão 24 horas no local. Ontem pela manhã vários caminhões vazios aguardavam a liberação dos engenheiros da Via Arte para poder carregar milho nos armazéns existentes em Tibagi. Como não poderiam voltar pela PR-340, iriam seguir viagem, depois de carregar o caminhão, pela BR-153, a Transbrasiliana. ‘‘Teremos que enfrentar 40 quilômetros de estrada de chão’’, queixava-se o motorista Vilson Cortina, que estava parado há quase seis horas esperando uma definição. Dois caminhoneiros forma multados por desobediência. Um deles foi ousado a ponto de fazer a travessia. Ele foi seguido pela polícia, obrigado a parar e então recebeu a multa.
A polícia não permitiu nem mesmo a passagem dos dois ônibus escolares que transportam os alunos da zona rural de Tibagi. Os estudantes atravessaram a ponte a pé e embarcaram em outro ônibus, que os aguardava do outro lado da ponte.
Além do aumento no percurso, outra queixa dos caminhoneiros é quanto a falta de sinalização ainda na PR-151, na entrada de Castro, sobre a interdição da ponte. Da PR-151 até a ponte são 62 quilômetros. As duas placas colocadas pelo DER neste trecho foram consideradas insuficientes pelos caminhoneiros.

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