Ponte cai e deixa 50 famílias isoladas
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segunda-feira, 03 de fevereiro de 1997
Da Redação 
Paulo Wolfgang...E a chuva levou A ponte de concreto, construída há sete anos, tinha cerca de 22 metros de extensão e, segundo os moradores uma das pilastras já tinha caído há vários dias. As frequentes chuvas na região de Londrina provocaram a queda de uma ponte que liga a localidade de Usina Três Bocas com a rodovia José Alves da Rocha Loures (zona sul da cidade). Interditada parcialmente há 15 dias (só podiam atravessar pessoas a pé ou de moto), a ponte ruiu anteontem à noite, deixando isoladas cerca de 50 famílias da região.
A ponte de concreto tinha cerca de 22 metros de extensão e, segundo os moradores da região, uma das pilastras já tinha caído há vários dias. Os irmãos Fábio Júnior e Marco Aurélio de Carvalho estavam próximos à ponte, do lado da Usina, quando ouviram um barulho. Eu disse ao meu irmão que a ponte ia cair, por isso corremos para o outro lado, explica Fábio Júnior. Ele diz que mal terminaram de atravessar, viram a ponte ruindo.
A grande maioria dos moradores da Usina Três Bocas utilizava a ponte para levar produtos agrícolas para a Cidade. Ontem de manhã, alguns produtores atravessaram o rio carregando galões de leite. É perigoso, mas não tem outro jeito, conta Eudes Josimar Munareto.
Os moradores temem que se a ponte não for reconstruída logo, a produção agrícola apodreça no local. Eles contam que para ir à Cidade existe um outro caminho através da localidade de Limoeiro. Mas, a estrada é toda esburacada e acrescenta mais 35 quilômetro na viagem. O caminhão não passa na estrada de jeito nenhum, garante o agricultor José Elias da Silva. Ele lembra que existem 200 alqueires de milho prontos para serem colhidos, várias toneladas de cará estocados e que está chegando a época da colheita de outros produtos.
Eudes Munareto explica que anteontem havia passado um abaixo-assinado entre as famílias para comprar material e reconstruir a pilastra. A prefeitura tinha dito que se a gente arcasse com o material, poderia reconstruir a pilastra. Mas não deu tempo pra fazer nada, lamenta. José Elias da Silva lembra que ponte foi construída há sete anos. Antes dele, havia uma outra ponte de madeira que, segundo ele, foi erguida em 1948.


