Ponta Grossa quer ampliar coleta seletiva
Londrina - Em Ponta Grossa, o Aterro Botuquara, que recebe diariamente cerca de 270 toneladas de lixo, deve ter sua capacidade esgotada no final do ano. Segundo Paulo Cenoura, secretário municipal do Meio Ambiente, a Prefeitura deve fazer uma "força-tarefa" com técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para definir duas questões: a licença definitiva da quarta célula, que já recebe resíduos, e a possibilidade de abertura de uma quinta célula, que ampliaria a utilização do Botuquara por mais dois anos. Paralelamente, quatro áreas privadas estão sendo analisadas para a abertura de um novo aterro. A Prefeitura cogita até a criação de um consórcio intermunicipal.
"Outra questão em que vamos entrar com força é no processo de educação ambiental e coleta seletiva. Vamos começar em junho, com ações de conscientização em escolas públicas, onde serão distribuídas 100 mil cartilhas", relata Cenoura.
O secretário aponta que as principais ações relacionadas ao lixo reciclável em Ponta Grossa hoje são o programa Feira Verde, no qual alimentos são trocados por materiais recicláveis e estes são destinados a associações de catadores, e os 25 PEVs. Cenoura diz que a ampliação da coletiva seletiva poderia reduzir em até 60% a quantia de lixo que é levado para o Botuquara. Dois projetos também em estudos são uma PPP para centros de reciclagem e a geração de energia a partir de materiais inservíveis.
Em fevereiro, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) interditou o Complexo Eco Ambiental de Ponta Grossa (CEAPG), localizado na zona rural do município e que recebia resíduos das vizinhas Carambeí e Palmeira desde janeiro, depois que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) constatou irregularidades no local. O aterro é administrado por uma empresa, que foi multada em R$ 130 mil. Segundo Cenoura, a Prefeitura "nunca teve" a intenção de destinar o lixo de Ponta Grossa para o CEAPG.(F.G.)





