Ponta Grossa oferece emprego a garimpeiros
A Prefeitura de Ponta Grossa deverá criar nos próximos dias frentes de trabalho temporárias para empregar os catadores de lixo que sobrevivem do material reciclado coletado no lixão da cidade. A medida foi anunciada ontem pelo secretário de Turismo e Meio Ambiente, Jorge Demiate. Por decisão judicial-feira, a prefeitura terá de retirar do local as cerca de 70 famílias que recolhem lixo para vender e garantir o sustento.
Os serviços das frentes de trabalho ainda não estão definidos, mas o secretário informou que um deles pode ser o de limpeza da cidade. A prefeitura deve oferecer um salário mínimo de remuneração mensal para cada trabalhador. O valor deve ser o principal entrave na negociação de retirada das pessoas do lixão. Os garimpeiros já avisaram que por um salário mínimo não deixam o local. Não dá para viver com R$ 180,00 por mês, alega Angela Ribeiro, 51 anos, que consegue R$ 380,00 mensais no lixão.
Oficialmente a prefeitura ainda não foi notificada da sentença, anunciada na última segunda-feira, mas já tomou conhecimento do conteúdo da decisão. Mesmo assim, até ontem nenhum representante do município tinha ido até o lixão conversar com os garimpeiros. Faremos uma visita a eles até o começo da próxima semana, disse o secretário.
Segundo Demiate, a partir do momento em que a prefeitura oferecer outra alternativa de renda aos garimpeiros e eles se negarem a sair do local, medidas mais drásticas terão que ser tomadas para o cumprimento da sentença judicial. No entanto, as medidas deverão ser tomadas pela Vega Engenharia Ambiental, empresa que faz a coleta de lixo em Ponta Grossa. É responsabilidade da Vega impedir que as pessoas entrem lá, alegou Jorge Demiate.
Ontem a prefeitura iria notificar a empresa, exigindo que ela passe a cumprir as determinações definidas no contrato. Além de impedir a entrada de pessoas no local, a Vega é obrigada a cobrir o lixo. O gerente da empresa, Paulo Meirelles, garantiu que esse trabalho é feito diariamente, com exceção dos dias em que chove. Mas o secretário não acredita. Se a cobertura fosse feita de forma eficiente as pessoas não teriam o que catar por lá, salientou.





