Para evitar a demora na emissão da Carteira de Trabalho pelo novo sistema, trabalhadores de Ponta Grossa estão procurando cidades vizinhas para tirar o documento. Em Castro, por exemplo, a 45 quilômetros de distância, a carteira é emitida pelo sistema antigo e é feita na hora.
A procura é tão grande que chegam a faltar carteiras. Nice Maria Silva, que trabalha com a emissão do documento em Castro, explica que às vezes o número de carteiras não é suficiente para atender a todos os pedidos. Da média de 250 a 300 carteiras emitidas por mês em Castro, Nice calcula que mais de 100 são de pessoas de outras cidades, como Ponta Grossa e até Curitiba.
O subdelegado de Ponta Grossa, Cleófas Viana de Moraes, reconhece que muitas pessoas vão fazer o documento em Castro. Ele não sabe dizer o número de trabalhadores que faz isso, mas admite que a própria delegacia dá essa sugestão às pessoas que têm muita pressa.
Cleófas também disse que a delegacia orienta o trabalhador no sentido de que não existe a necessidade da Carteira de Trabalho para ele ser registrado, bastando o protocólo de requerimento do documento.
Em Ponta Grossa a demora continua a mesma. A partir da solicitação, a pessoa precisa esperar até 90 dias para receber a carteira. A Delegacia Regional do Ministério do Trabalho em Ponta Grossa envia os dados cadastrais do trabalhador para Curitiba, onde o documento é confeccionado já pelo novo sistema.
A Delegacia de Ponta Grossa está em fase de informatização. Segundo o dentro de um mês o sistema de informática deve agilizar a emissão do documento, que vai levar de 15 a 20 dias para ficar pronto.

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