Ponta Grossa inaugura maternidade sob polêmica
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de dezembro de 2000
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Foi inaugurada ontem, em Ponta Grossa, a primeira maternidade pública da cidade. Contando com 38 leitos, a novo hospital deve atender a metade dos partos feitos no município. A obra é resultado de um investimento de R$ 400 mil, vindos do Ministério da Saúde, com uma pequena contrapartida do município, cerca de R$ 50 mil. A maternidade foi instalada nas antigas dependências do Centro Municipal de Especialidades, ao lado do Pronto Socorro.
A construção da maternidade foi uma das promessas de campanha de Jocelito Canto (PSDB) que, em sua inauguração, despediu-se do cargo de prefeito. A necessidade de implantação de um hospitalar do gênero na cidade, porém, gerou controvérsias.
Segundo a 3ª Regional de Saúde, a construção seria desnecessária porque a cidade tem leitos credenciados ao SUS em número suficiente para atender a demanda. No entanto, são comuns as notificações de gestantes que deram à luz pelos corredores do Pronto Socorro, por falta de leitos.
A nova maternidade está envolvida também em outras controvérsias, principalmente sobre sua estrutura. Ela foi projetada para utilizar a sala de cirurgia do Pronto Socorro. A 3ª Regional de Saúde ainda não oficializou o seu laudo, mas o documento deve ser desfavorável porque a sala do Pronto Socorro precisa estar livre para o atendimento de emergências.
Além disso, apesar da atual administração dizer que a maternidade já tem condições de prestar atendimento, ainda faltam equipamentos importantes para o atendimento a parturientes e recém-nascidos. No berçário, por exemplo, existem só duas encubadoras, ambas emprestadas.
O futuro diretor de saúde comunitária do município que assume o cargo amanhã , Valmir de Santi, afirmou que a maternidade não entrará em funcionamento nos primeiros dias da nova administração porque precisa ter sua viabilidade estudada.


