Ponta Grossa está com os postos de saúde sucateados
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quarta-feira, 17 de janeiro de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Vidros quebrados, portas enferrujadas e mato por todo lado. Essa é a situação dos postos de saúde de Ponta Grossa. Faltam medicamentos em muitas unidades e o material de limpeza está sendo doado pelos próprios funcionários. Não dá para trabalhar numa unidade de saúde sem mínimas condições de higiene, diz a auxiliar de enfermagem Marlene Alves Moreira. O município tem 60 postos, mas apenas 24 estão funcionando.
Nessa mesma unidade de saúde, localizada no Jardim Tarobá, os pacientes que necessitam de inalação precisam levar a medicação até o posto porque a prefeitura não fornece desde novembro do ano passado. Nós chegamos a fazer um bazar para arrecadar um pouco de dinheiro e comprar luvas para os exames preventivos, conta uma enfermeira que prefere resguardar seu nome. Dentro da unidade foram roubados aparelhos de pressão e balança pediátrica, equipamentos que não foram repostos.
Na unidade de saúde do Jardim Paraíso, a dentista Edna Cristina Schwas conta que teve que comprar três espelhos com seu próprio dinheiro, porque os da unidade não tinham mais condições de ser usados.
O posto do núcleo habitacional Santa Mônica há dois anos a unidade não conta com pediatra. Cinco portas foram arrombadas há cinco meses e também desapareceram o telefone, a balança pediátrica, entre outros materiais.
Enquanto a equipe de reportagem conversava com a agente social nesse mesmo posto, um menino chegou pedindo atendimento porque tinha cortado a mão. Sem material para fazer curativo, a agente social teve que chamar o Siate para fazer o atendimento.
O diretor de Saúde Comunitária da prefeitura, Valmir de Santi, conta que na próxima semana deve começar a ser desenvolvida uma campanha para conscientizar a população sobre a necessidade de preservar as unidades, já que em muitas delas o problema é o vandalismo.


