Ponta Grossa aderiu ontem ao movimento
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sexta-feira, 18 de maio de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
As mulheres de policiais militares de Ponta Grossa resolveram ontem aderir ao protesto por melhores salários para a categoria. O movimento começou tímido, com cerca de 30 mulheres. Elas foram para a frente do quartel do 1º Batalhão da Polícia Militar carrengando panelas e talheres para fazer barulho.
As manifestantes impediram a entrada e saída de policiais do quartel. Um policial, identificado apenas como Rubens, forçou a passagem e quase atropelou uma das manifestantes. Esse tipo de atitude não vai nos intimidar, só fortalece o movimento, disse Mari Buchner.
A presidente da Associação das Esposas de Policiais Militares de Ponta Grossa, Judith Alcântara de Oliveira, disse que além de protestar por melhores salários, a intenção da manifestação é prestar solidariedade aos policiais de Londrina, que podem ser punidos pela atitude tomada no início da semana, quando deram as costas para o comandante e o vaiaram por cerca de 20 minutos. Somos solidárias a outras cidades e só sairemos daqui quando tivermos uma resposta do governador, adiantou Judith.
Segundo ela, a adesão ao manifesto não aconteceu antes porque os próprios policias estavam impedindo a participação de suas mulheres. Todo mundo tem medo das represálias, mas chegou num ponto em que não podemos mais ficar caladas. Temos que nos unir aos manifestantes das outras cidades do Paraná, disse Judith.
Até o fechamento desta edição o comando da PM em Ponta Grossa estava reunido com os policiais que se encontravam dentro do quartel. Ninguém quis se manifestar sobre o protesto.


