Pombos causam transtorno no HC
SÍMBOLOS DA PAZ?
Pombos causam transtorno no HC
Albari RosaPombos pousam nas janelas do HC aumentando risco de doençasSímbolos da paz, os pombos têm causado transtornos aos funcionários e pacientes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Há cerca de dois anos, a direção da instituição fez algumas alterações estruturais para tentar coibir a proliferação das aves, transmissoras de doenças pulmonares, digestivas e de pele. Foram instalados então platibandas (parapeitos inclinados) e esquadrias.
Num primeiro momento houve a diminuição na quantidade de pombos, contudo, a administradora predial do HC, Hermínia Bregnski, comenta que o número de pássaros voltou a crescer. Devido a isto, o hospital enviou, em dezembro do ano passado, correspondência ao Centro de Saúde Ambiental da Prefeitura de Curitiba na qual pedia orientações sobre o problema.
Uma das alas mais frequentadas pelos pombos é a da Maternidade do HC. Eles inclusive se adaptaram as platibandas, pousando tranquilamente, diz Herminia. Ela acrescenta ainda que outros aves, como morcegos, também são comuns no prédio hospitalar, que conta com uma arquitetura antiga e que permite o alojamento das aves.
Ciente do problema, a chefe do Controle de Zoonoses e Vetores da prefeitura, a bióloga Maria Elizabeth Ferraz, explica que somente na sexta-feira passada o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), autorizou a captura dos pombos tanto no HC como no Hospital Evangélico, que também enfrenta o mesmo problema. Vamos ter uma reunião com o Ibama para definir a estratégia de remoção dos pombos, diz.
Alimentação Uma das principais causas para o aumento do número de pombos é o fato da própria população alimentá-los. É muito comum ver pessoas, principalmente vendedores ambulantes, dando comida aos pássaros, aponta Hermínia Bregnski. A própria assessoria de imprensa do HC comunicou que já foram feitas muitas campanhas educativas sobre o assunto, mas os resultados foram inexpressivos. O principal argumento é que o volume de público que circula nas imediações é muito grande o que dificulta a conscientização.
O Centro de Zoonoses da prefeitura fez, até o final de março deste ano, 45 visitas a residências, escolas e empresas da capital. O objetivo é esclarecer quanto aos riscos de contrair alguma moléstia das aves, principalmente através das penas, fezes e até de parasitas dos pombos como piolhos e ácaros. Numa dessas visitas foi até interditada uma escola estadual, no bairro do Pinheirinho. O motivo foi a grande quantidade de pombos. (E.G.)





