Pombas passarão por análise sanitária
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terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Cinquenta pombas serão capturadas para análise sanitária em Londrina, estudo que servirá de subsídio para um programa de controle dessas aves. A medida foi anunciada ontem, na primeira reunião realizada para tratar da superpopulação de pombas após o fim da greve dos servidores municipais.
Segundo a veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Anne Christine Hiltel, embora a discussão tenha esfriado nos últimos meses, o problema continua sendo grave. Ela estima que o número de pombas na cidade já chegue a 300 mil. Há cerca de um ano, uma contagem feita pela Sema na Área Central apontara a existência de 170 mil exemplares da espécie Zenaida auriculata (amargosinha).
No início de agosto, o Centro de Investigação em Medicina Aviária do Paraná (Cimapar), ligado à Universidade Estadual de Londrina (UEL), apresentou um plano de controle e monitoramento aviário que sugeria, entre diversas medidas, o sacrifício de 50 mil pombas e a captura de 5 mil aves para exame laboratório. A promotora de Defesa de Meio Ambiente de Londrina, Solange Vicentin, disse que foi solicitado ao próprio Cimapar que faça um novo programa de controle, dessa vez mais específico.
''O primeiro era macro, envolvia várias espécies. Agora vamos fazer um programa que inclua três projetos - de monitoria sanitária, monitoramento (captura e controle) e educação ambiental'', explicou. De imediato, segundo Solange, serão coletadas 50 amostras de aves para verificar suas condições sanitárias. O programa será encaminhado para o Ibama.
A veterinária da Sema afirmou que o Município irá insistir na necessidade de abate de parte das pombas - medida que já se mostrou polêmica na cidade. ''Só que aquele número (50 mil) precisará ser revisto, já que a população aumentou. No Centro, as pessoas observaram uma diminuição, mas nos bairros o problema parece ter crescido'', observou.
A médio prazo, a Sema está preparando um projeto de colocação de ninhos artificiais para falcões (predadores naturais das pombas) em vários pontos da cidade. Um deles é um terreno próximo ao aterro sanitário. De acordo com Anne, a vantagem do falcão é que ele come indivíduos adultos - de um a dois por dia - o que pode efetivamente diminuir a população. Mas a medida só deve ser posta em prática em meados de 2007, antecedendo a reprodução das espécies.


